Carolina Lordello
tem 20 anos, mora em São Paulo e cursa Jornalismo na PUC-SP.
Nas horas vagas teima em tirar fotos, ir ao cinema e ler livros.
Não tolera desrespeito, falsidade, moralismo, preconceito e generalização.
Quer um dia poder escrever o que quiser, onde quiser. O melhor jeito para começar a fazer isso? Um blog.
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o blog
Desde abril de 2009, não é o primeiro blog, nem o último.
Cheio de textos, banais ou não, o que é importa é que são meus. De um jeito de outro, é quem eu sou.
O nome? Inspiração da música Infinito Particular, da Marisa Monte.
Marcadores: A Pequenina, filme, Itália, La Pivellina, mostra de cinema
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"Ao expulsar a aluna que causou todo aquele escândalo nas suas dependências, a Uniban agiu exatamente como se esperava que agisse. Uma universidade com aquele perfil acadêmico, com aquele projeto pedagógico, com aquela produção científica, uma referência para os padrões nacionais e internacionais de excelência, não podia fazer de outra forma. Causa espanto que não tenha agido antes, eventualmente no próprio dia em que os fatos ocorreram. Agora, com a expulsão de Geisy Arruda e para que não fique nenhuma dúvida, o quadro fica completo: a universidade imprime a sua marca institucional no episódio.
Em tempo: circula na rede abaixo assinado nacional, subscrito por professores, estudantes, intelectuais e demais categorias profissionais, em repúdio à atitude da universidade. Os interessados podem acessar o documento aqui."
Fonte: J. S. Faro
Marcadores: escândalos, expulsão, Uniban, universidade
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A lista é extensa: príncipe Charles, Woody Allen, Nicolas Sarkozy, Bill Clinton, Brad Pitt, Eliot Spitzer, Renan Calheiros, Amy Winehouse, David Letterman e muitos outros famosos. O que possuem em comum? Escandalosos casos de adultério.
Recentemente, em seu programa “Late Show”, David Letterman afirmou com todas as letras
para quem quisesse ouvir que ele realmente havia tido relações sexuais com mulheres de sua equipe de produção. Após ter sido supostamente chantageado por Robert Joel Halderman, um produtor da CBS – a mesma rede que exibe o programa “Late Show” – para que os casos não fossem revelados, o apresentador fez aquilo que muitas pessoas se recusariam: procurou seu advogado, provou a tentativa de extorsão e o chantagista foi preso. Contudo, teve que exibir-se diante da mídia, bem como sua família, o que sugou até o último segundo a capacidade do assunto de atrair público.
Casos de adultério como esse são comuns na esfera pública desde que a mídia percebeu que a vida alheia é mais interessante para o ibope do que acontecimentos relevantes e inteligentes. Quem nunca ouviu falar do caso Bill Clinton e Monica Lewinsky? O ex-presidente dos Estados Unidos ficou durante meses nos tablóides em 1998 por ter mantido relações sexuais com a estagiária dentro da Casa Branca.
Outros casos famosos, como o do príncipe Charles, que mantinha relações extraconjugais enquanto era casado com a Princesa Diana, ou o do ator Brad Pitt, que traiu sua mulher com Angelina Jolie enquanto os dois gravavam o filme “Sr. e Sra. Smith”, também causaram grandes rebuliços em suas respectivas épocas.
A mídia atual incentiva tanto a exploração desses casos que se esquece de outras informações extremamente importantes sobre o assunto: infidelidade em alguns países é passível de multa ou até mesmo de outras punições mais severas.
Aqui no Brasil, o crime de adultério foi extinto em 2004. Na época, o relator Antonio Carlos Biscaia (PT-RJ) afirmou que estes casos não devem ser objeto do Direito Penal, visto que ofendem apenas a honra do cônjuge e não a sociedade como um todo.
Entretanto, na maioria dos países de tradições muçulmanas, o adúltero é visto como um criminoso e merece castigos extremamente graves. Na Indonésia, por exemplo, foi aprovada no início de setembro uma lei que estipula o apedrejamento como pena máxima para aqueles que cometem o adultério. E pior: cem chicotadas em público para aqueles que mantêm relações sexuais antes de se casarem.
O problema do adultério, além disso, passa por outras vertentes: em 2008, foi publicado um levantamento da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo que mostrou que 80% dos homens com mais de 60 anos contraíram a Síndrome de Imunodeficiência Adquirida (Aids) em relações extraconjugais. Além disso, a pesquisa, feita com um grupo de cem pacientes do Ambulatório de Aids do Idoso, do Instituto de Infectologia Emílio Ribas, mostrou que 75% das mulheres contraíram a doença do marido.
Dentro das diversas culturas do planeta há sérias contradições a respeito da infidelidade. Não há consenso e algumas delas chegam até a não se importar com isso. Foi por causa dessa diversidade que a jornalista estadunidense Pamela Druckerman resolveu escrever um livro chamado “Na Ponta da Língua”. Ela percorreu 24 cidades em dez países e traçou um mapa sobre a infidelidade.
Nessas viagens, descobriu que na Rússia as mulheres não se sentem culpadas por seduzir um homem casado e fingem não enxergar os encontros do marido. Pamela explica: “É um dos países mais permissivos do mundo em relação à infidelidade. O adultério é tratado como um vício muito leve, como fumar um cigarro ocasionalmente ou, ainda, como uma maneira de relaxar”.
Nos Estados Unidos, casa de David Letterman, o adultério é motivo de muita polêmica. Na França, apesar de os franceses possuírem fama de infiéis, só o flerte é permitido. Casamento é sério e deve existir fidelidade dos dois lados.
No mundo oriental, por outro lado, fidelidade não é a característica mais procurada nos parceiros. Tanto chineses quanto japoneses afirmam permitir a traição, que não deve ser revelada de nenhum modo. Nesses dois casos, um fator interessante é histórico: enquanto no Japão os homens frequentam casas para se satisfazerem sexualmente desde antigamente, na China a população, na época de Mao, utilizava a infidelidade como meio de protesto, já que amar era proibido.
Quanto ao Brasil, não houve uma pesquisa recente sobre o assunto. Entretanto, a jornalista, que já passou alguns anos aqui, pôde tirar suas conclusões. Segundo ela, a quantidade de cantadas que recebeu de homens casados foi tão grande que a impressão que se dá é que aqui todo mundo trai. Contudo ela também afirmou que o número de traições está diretamente ligado à qual parte do Brasil de que está se falando: o Sul brasileiro é mais rico e menos adúltero. Entretanto, o Norte, mais pobre, é “sexualmente desenfreado”.
Marcadores: adultério, David Letterman, escândalos, mídia, sensacionalismo
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Sabe quando de repente tudo te irrita? A chuva que não para de cair, as pessoas no ônibus que não tem a capacidade de falar baixo, os homens que somem ou fingem descaso (idiotas!), a previsão do tempo que diz que não irá fazer sol no feriado, a sua preguiça de ler um livro para a semana seguinte, a sua mãe que compra o sabor de bolacha errado, o seu peso na consciência de não ter ido para a academia no dia em que era para ter ido, a certeza de que a manhã de sexta-feira será tediosa e chata, a quase certeza de que o fim de semana será sem graça, a espera por uma mensagem ou um telefonema no celular, a sua falta de inspiração, a falta de atitude dos outros, a vontade de comer só besteira, a vontade de ter seu próprio dinheiro, a anta da sua professora que manda o mesmo e-mail três vezes, a internet que de uma hora para a outra resolve ficar lerda, o seu amigo que do nada se afasta de você, a necessidade de mudanças. É, hoje o dia está complexo.

Marcadores: desabafo
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Falar sobre aquilo que se quer é fácil, o problema é saber falar. Não que tenham pessoas que não saibam se expressar, todos conseguem fazer isso, de alguma maneira. O problema é você conseguir cativar seu leitor ou ouvinte.
Eventualmente começamos a ler notícias e paramos pela metade. O assunto poderia ser super interessante, mas não houve envolvimento com o texto. Ou iniciamos um filme e dormimos no meio e acabamos desistindo de assistir. Obviamente que cada um é único e possui seus próprios gostos, mas há algumas coisas que conseguem um público tão gigantesco que paramos para nos perguntar como não havíamos pensado nisso antes.
Harry Potter é um ótimo exemplo disso. Quem não conhece alguma pessoa que goste do bruxinho adolescente? Quase impossível nos dias de hoje. Ou até mesmo Crepúsculo, que possui fãs de todas as idades - ontem mesmo eu vi duas mulheres relativamente velhas lendo os livros da saga. Ambas as histórias conquistaram inúmeros leitores em um tempo relativamente curto e ao serem transformadas em filmes, atraíram um gigantesco público para os cinemas da maioria dos países.
Voltando um pouco no passado, alguém aí nunca ouviu falar dos Beatles? Duvido. Mesmo que não conheça nenhuma música - o que é quase impossível - qualquer um já ouviu alguém falar da banda que conquistou milhares de pessoas durante a década de 60. Ou vindo mais perto dos dias atuais, e o Rei do Pop, o Michael Jackson? Se sua morte ficou durante meses em todos os jornais mundiais e praticamente parou a maioria dos países, não foi porque ele não cativou e conquistou milhares de fãs, acredite.
Expressar-se de modo que outra pessoa entenda é algo extremamente complexo. Nos dias atuais, entretanto, a tecnologia vem cada vez mais fazendo com que surjam artistas a cada momento dizendo coisas que são mandadas apenas para atrair mais pessoas e conseguir mais lucro. Cada pessoa acabou perdendo sua verdadeira identidade em prol de algo maior que, querendo ou não, chama-se dinheiro. Expressar-se verdadeiramente, apesar disso, ainda existe e é para poucos. Sem entrar no mérito de que determinado livro, banda, texto é bom ou ruim, sabemos imediatamente identificar quem é uma verdadeira expressão de si mesmo. E, infelizmente, essas pessoas estão cada vez mais raras.
Marcadores: Beatles, Crepúsculo, fama, Harry Potter, leitores, Michael Jackson, ouvintes, público
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Até 2008, sintomas como dor de cabeça ou no corpo e febre eram tratados com uma boa dose de repouso, muita água, alimentação balanceada e alguns antigripais vendidos em farmácias comuns. Ninguém se preocupava com dores de garganta e coriza era algo usual e sem importância.
Este ano, entretanto, a situação se inverteu: aquilo que antes era considerado normal passou a amedrontar as pessoas devido a um novo vírus que se instalou na população de vários países, o H1N1.
Ele é um vírus que causa a influenza A, inicialmente designada como gripe suína. Seus primeiros casos ocorreram no México por volta de março e a partir de junho foram registradas diferentes ocorrências em mais de 75 países e em todos os continentes, o que caracteriza uma pandemia, a primeira do século XXI. Por ser um vírus relativamente novo, muitas mortes ocorreram, o que despertou certo receio na população mundial.
No Brasil, no começo, houve o surgimento de um desespero crescente na população, porque os sintomas da nova gripe são praticamente os mesmos de uma gripe comum – febre, fadiga, dores pelo corpo, tosse, coriza e dificuldade respiratória. Aliados a isso, os alertas do governo, com o objetivo de diminuir o contágio e informar, causaram mais pânico ainda entre aqueles que não entendem muito o que está acontecendo.
Para Leila Lotufo de Assis, psicóloga de 53 anos, o comportamento dos brasileiros foi afetado devido à gripe, mas de uma maneira muito sutil: "As pessoas estavam informadas sobre a doença e por isso não deixaram de fazer suas coisas em função da gripe. Somente uma minoria, que normalmente é formada por pessoas altamente influenciáveis, ficou preocupada além do necessário e passou a ter transtornos na sua vida tanto profissional como pessoal, não comparecendo a determinados lugares e até mesmo deixando de lado seu lazer."
Ao ser perguntada se o contato e a relação entre pessoas foram muito afetados devido ao medo do contágio, Leila Lotufo respondeu: "Dizer que o contato diminuiu é muito amplo. No entanto, percebo que as pessoas estão um pouco mais cuidadosas com a higiene, os pais de filhos pequenos mais ainda. Apesar disso, evitar sair de casa ficou para poucos, pois a vida continua quase que dentro da normalidade, com exceção do adiamento da volta às aulas."
Giselle Schumacher Beneventi, estudante de 17 anos, teve sintomas da doença e foi imediatamente ao hospital. Entretanto, descobriu se tratar de uma gripe comum. Ela afirmou ter modificado um pouco sua rotina quando passou a ouvir os alertas dados pelo governo: "No começo a mídia colocou tanta pressão que eu realmente fiquei com medo de continuar com a vida normal que levava. Mas durou pouco tempo, não podia deixar de fazer tudo por conta do medo, afinal isso era uma coisa que poderia acontecer tanto eu estando em um bar ou simplesmente andando na rua. Minha mãe que ficou por bastante tempo tentando me impedir de sair à noite por medo de eu me contagiar."
Jéssica Costa Magalhães Sugino, também estudante de 17 anos, apesar de ter sido contagiada pelo vírus H1N1, não se amedrontou pelos avisos dados pelo governo. Ela não deixou de frequentar lugares fechados ou ter contato com pessoas que aparentavam estar doentes, apenas reforçou hábitos higiênicos, como lavar as mãos sempre que retornava de um lugar público, e evitou dividir garrafas de água e alimentos com outras pessoas. Ao ser diagnosticada com a influenza A, entretanto, foi obrigada a ficar em repouso absoluto, sem poder sair de casa.
Dentro do possível, a vida do brasileiro continuou a mesma, com exceção de algumas pessoas que são mais suscetíveis ao contágio, como grávidas e asmáticos. Elas, com certeza, tiveram que tomar um pouco mais de cuidado ao frequentarem lugares fechados e se relacionarem com pessoas doentes, por exemplo. Fora isso, cuidados básicos, como lavar as mãos com água e sabão, foram feitos mais frequentemente por qualquer pessoa preocupada com a sua saúde. A influenza A, apesar de nova, é como qualquer outra gripe e só causa morte se evoluir para um estágio mais avançado, a pneumonia.
Marcadores: gripe suína, H1N1, medo, vírus
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"Arre, estou farto de semideuses!
Onde é que há gente no mundo?
Então sou só eu que é vil e errôneo nesta terra?"
Álvaro de Campos
Marcadores: deuses, Fernando Pessoa, poema
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