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6 de agosto de 2015

Maldita, de Chuck Palahniuk: a continuação de Condenada

Há algum tempo, comecei a me aventurar na escrita de Chuck Palahniuk. Ele, que criou Clube da Luta, é um dos autores mais lidos da atualidade e, através de textos extremamente críticos, continua conquistando cada vez mais fãs ao redor do mundo. Dessa vez, li Maldita, a continuação de Condenada, que, como assim como o primeiro livro da série, provoca a sociedade atual com muita ironia e cenas tensas e intensas.


Maldita continua a história de Madison Spencer que, no primeiro livro, foi condenada para o Inferno. Dessa vez, Maddy aproveita a oportunidade de voltar à Terra no Halloween e ganhar alguns doces - uma moeda de troca fortíssima no Inferno. O problema é que ela perde a carona de volta e, por isso, é obrigada a ficar na Terra, que ela descobre ser o Purgatório, até o próximo Halloween. A partir daí, a menina, como fantasma, começa a ir em lugares de seu passado e, através de algumas descobertas, passa a se lembrar da sua vida, além de, também, tentar destruir os planos de Satã, que quer levar toda humanidade para o Inferno.

Embora isso não seja muito comum de acontecer, eu gostei muito mais de Maldita do que de Condenada. O primeiro livro, como eu disse aqui, é muito denso e eu demorei um pouco para me acostumar com a escrita de Palahniuk, então talvez seja por isso que Maldita tenha sido muito mais fácil de digerir. O segundo livro da série, no entanto, está longe de ser mais leve do que o primeiro: as cenas continuam pesadíssimas e, através de uma história muito bem amarrada, respondem às diversas perguntas que foram feitas em Condenada.


Claro que, como qualquer livro de Palahniuk, Maldita não é para qualquer um. Cada linha é um soco no estômago e o humor ácido do autor critica a nossa sociedade até o último fio de cabelo. Maddy é uma menina de 13 anos que, devido à sua criação, está acostumada a diversas coisas que, normalmente, uma menina dessa idade não está. Então, através da história, Palahniuk aborda temas especialmente polêmicos, como estupro, aborto, drogas e sexo, além de, é claro, ironizar diversos outros aspectos que, hoje em dia, são considerados normais por nós. É uma leitura fácil, mas longe de ser leve, e, sem dúvida, tornou-se meu livro favorito do autor.

22 de julho de 2015

A Maldição do Tigre: um livro diferente de tudo o que a gente está acostumado!

Quem me conhece sabe: eu sou fascinada por livros de ficção. De futuros distópicos, como Jogos Vorazes e Divergente, a fantasia pura, como Harry Potter ou Instrumentos Mortais, eu adoro histórias que me tirem desse mundo doido em que a gente vive. Pensando nisso, então, um dos primeiros livros que comprei no Kindle foi A Maldição do Tigre, que eu sempre ouvia muita gente falando bem e nunca tive a oportunidade de ler - até semana passada.


A Maldição do Tigre conta a história de Kelsey Hayes, uma adolescente que perdeu os pais e, por isso, precisa arranjar um emprego temporário para pagar a faculdade. Um belo dia, ela vai a uma agência de empregos, onde a mulher diz que ela é perfeita para um emprego de cuidadora de animais no circo da região. Kelsey, então, muda-se para o circo, onde descobre uma profunda ligação com um tigre branco que é a principal atração de lá. Aos poucos, ela e o animal se aproximam e, após receber a proposta de ajudar o tigre a ser transportado de volta para a Índia, Kelsey descobre que, na verdade, o animal é um príncipe indiano que foi amaldiçoado e vive no corpo da fera há séculos. Ela, então, parte em uma aventura para tentar quebrar a maldição e fazer com que Ren, o tigre, volte a ser quem ele realmente é.

Confesso que demorei um pouco para realmente amar A Maldição do Tigre. No início, o livro é um pouco lento e, por ter sua história introduzida aos poucos e ainda em primeira pessoa, me incomodava um pouco lê-lo por muito tempo. No entanto, acabei o livro ontem e estou me contendo para já não comprar a continuação. Quem me segue no Snapchatcalordello, vai lá!), sabe que comecei a ler Maldita, do Chuck Palahniuk ontem mesmo, então me proibi de comprar qualquer livro novo no Kindle até acabar esse, que foi emprestado.

não consegui encontrar o autor dessa imagem! se vocês souberem, me avisam?

O que mais me fascinou em A Maldição do Tigre é que, embora Kelsey seja uma menina norte-americana, ela foi inserida em um país que a gente não tem muito contato. Então, aos poucos, ouvimos histórias indianas, fábulas desse país e aprendemos, mesmo que seja bem pouco, sobre os costumes da Índia, que raramente são retratados em grandes publicações. Foi uma experiência muito legal ouvir falar de religiões e culturas que não são tão comuns por aqui.

A Maldição do Tigre, assim, é o livro perfeito para quem está buscando uma história leve e muito divertida, mas que fuja um pouco daquilo que estamos acostumados a ler. Os personagens são carismáticos, especialmente Ren ♥, o enredo é incrível e consegue nos transportar para um mundo onde príncipes são realmente transformados em tigres e vagam pelo planeta há muito tempo. É um livro que eu vou recomendar para quem me perguntar, pois me conquistou de uma maneira que há muito um livro não conquistava. Leiam, porque vocês não vão se arrepender! 

Ah! E leiam logo, porque boatos de que o primeiro filme da saga vai ser lançado em 2016. Mal posso esperar!

17 de julho de 2015

Coisas bem legais para ser muito feliz

Acho que vocês já notaram o quanto eu amo livros, né? Esse é, sem dúvida, o assunto que eu mais falo aqui no blog. E, por isso, não há nada que me deixe mais feliz do que ganhar um exemplar novinho pra devorar! Livros me fazem viajar, esquecer dos problemas e, de quebra, ainda me levam para um mundo totalmente novo pra eu explorar. Nessa quarta-feira, uma pessoa muito querida me presentou com um livro e deixou o meu dia muito mais feliz! Mas, dessa vez, foi um livro diferente e muito fofo, chamado Coisas Bem Legais Para Ser Muito Feliz.



Eu não sei se este livro é famoso, mas eu não o conhecia. Coisas Bem Legais Para Ser Muito Feliz é do Mr. Wonderful e, como o próprio nome diz, dá dicas para você levar uma vida mais alegre e leve. Antes que vocês me perguntem, não é um livro de auto-ajuda, não. Ele apenas mostra pra gente como tem coisa boa por aí que às vezes a gente esquece de perceber por estar tão preocupado com tarefas ou com os problemas do dia a dia.

Dando uma vasculhada na internet, descobri que, por trás de Mr. Wonderful, estão Angela Cabal e Javier Aracil, ambos de Barcelona. Os dois, que são casados, vêm do mundo da publicidade e do design e, justamente por isso, o livro é tão tão tão fofo! Depois de anos trabalhando em agências de publicidade (been there), eles decidiram que queriam algo diferente para suas vidas e, por isso, criaram o Mr. Wonderful, um estúdio gráfico pra gente que não é chata. :)

Dá uma olhadinha em cada coisa fofa e colorida que tem em Coisas Bem Legais Para Ser Muito Feliz, ó:

todas as páginas são assim: bem diagramadas, fofas e coloridas!
e não é verdade?




sim, isso são adesivos! 
Demais, né? O livro é perfeito pra você abstrair durante um dia cheio ou dar uma risada quando todo o resto parecer muito ruim. Eu simplesmente amei!

16 de julho de 2015

O Torreão é um livro pra quem gosta de histórias lineares e muito descritivas

Lembra que ontem falei aqui no blog que você não precisa gostar de tudo o que é bom, assim como também não precisa sempre odiar aquilo que é ruim? Então. Há algum tempo acabei de ler um livro chamado O Torreão, da Jennifer Egan, uma autora que todo mundo fala bem e adora, mas simplesmente não gostei. Tudo bem, talvez falar que eu não gostei do livro seja um pouco forte, porque de fato ele possui momentos muito bons, mas nos 70% iniciais eu cogitei várias vezes parar de lê-lo, simplesmente porque a história não estava fluindo do jeito que eu esperava.


O Torreão me chamou a atenção por dois motivos: um, pela autora. De verdade, já perdi as contas de quantas vezes ouvi outras pessoas falando que ela é incrível. Dois, pelo enredo em si. Lendo a sinopse, imaginei um livro de mistério, o que não se tornou bem o caso. Olha só:

"Na Europa Oriental, um misterioso castelo resistiu a centenas de anos, apoiado no orgulho e na tradição de uma família. Até que Danny, um cínico nova-iorquino de trinta e seis anos que raramente vai a algum lugar que não tenha conexão wi-fi, chega para ajudar seu enigmático primo a reformar o castelo e a transformá-lo em um hotel de luxo. Mas as coisas começaram a ficar estranhas. Uma baronesa sinistra, um trágico acidente em uma piscina mal-assombrada, um traiçoeiro labirinto subterrâneo... Quando o pânico toma conta de Danny, ele descobre que a “realidade” pode ser algo em que ele não consegue mais acreditar."

Não parece mesmo que o castelo esconde algo algum mistério não resolvido? Isso, no entanto, não é bem o que acontece ao longo da história. Aos poucos, vamos sabendo um pouco mais da vida de Danny e de seu passado com seu primo, ao mesmo tempo em que também conhecemos o seu presente e a sua relação com o castelo em que ele passou a morar.


O maior problema de O Torreão, para mim, foi entregar algo que não é o mostrado na sinopse. A história é muito bem escrita e a narrativa, sem dúvida, foi o que mais me chamou a atenção. Isso porque, de uma maneira muito atraente, a autora consegue expor diversos olhares sobre o mesmo momento e também é capaz de conduzir duas realidades paralelas sem se confundir - exceto quando faz isso de propósito. 

É aquele tipo de livro linear, sem grandes acontecimentos, e o final só surpreende por causa de uma grande sacada de Jennifer Egan. Talvez isso, por si só, já valha a pena, mas embora seja um livro muito bem escrito e com uma história bastante criativa, não faz o meu estilo e eu só achei "bom".

10 de junho de 2015

E o Kindle: vale a pena ou não?

Eu devo ser a maior fã de livros do mundo. Não, sem exagero. Nada me faz tão feliz quanto pegar um exemplar novinho e sentir aquele cheiro incrível das folhas recém abertas. Por isso, foi tão difícil pra mim desapegar do livro físico. Quando alguém vinha me dizer as maravilhas do Kindle ou do Kobo, eu simplesmente olhava com cara de desdém e falava: até parece que isso um dia vai substituir as maravilhas de folhear um livro, né? 


Kindle quando desligado - a capa não gasta bateria - e sem iluminação

Quando eu fui pro Canadá, no entanto, as coisas mudaram um pouco pra mim. Quer dizer, não é que lá em todo lugar que você olha, você vê alguém usando um Kindle, mas, realmente, em Vancouver, pelo menos, muitas pessoas já haviam aderido a essa moda. Foi difícil, totalmente contra meus princípios, mas, aos poucos, resolvi deixar esse meu preconceito de lado e ver o que eram esses e-books que todo mundo tanto adorava. 

Depois de pesquisar bastante, ao invés do Kobo, acabei optando pelo Kindle Paperwhite, que tem iluminação própria e permite que você leia no escuro também. Um sonho realizado para quem adora ler em qualquer lugar, que nem eu, né?

A capa de um livro no Kindle e ele com iluminação máxima e funções abertas

Acho que nem preciso dizer que, depois de seis meses, não teve um dia que eu me arrependi de ter aderido ao fantástico mundo do Kindle. Ler livros físicos é mais gostoso? É. Continuo amando comprar exemplares e colecioná-los? Sim. No entanto, para quem lê, na maioria das vezes, no trânsito, como eu, o Kindle é uma verdadeira mão na roda. É leve, é pequeno e tem lá, à sua disposição, quantos livros você quiser. 

O Kindle Paperwhite tem, além de iluminação própria, bateria que dura semanas e wi-fi, então, depois que você compra o seu livro na Amazon, não demora nem um minuto para ele estar nas suas mãos. Outra vantagem! Afinal, quem nunca ficou dias esperando a entrega e quase morreu por estar sem algum livro para ler? Isso sem contar os valores dos e-books que, em promoção, eu nunca pago mais de R$ 13,00. Pra quem é fã de leitura como eu, vale muito a pena, sim! E, mesmo com o valor alto (R$ 479,00 na Amazon), acho que vale o investimento.

8 de junho de 2015

Onde comprar bonecos Funko POP no Brasil?

Eu sempre achei uma graça esses bonecos Funko POP. Queria ter vários e vários, mas, como se sabe, aqui no Brasil nunca foi muito fácil encontrá-los. Há algum tempo, no entanto, parece que a febre chegou no país e, por isso, ficou mais simples encontrar os Funkos por aqui. O único problema,  contudo, continuou aquele de sempre: os preços são tão altos que, muitas vezes, vale a pena ir viajar para fora e trazer os bonecos na mala.


E foi isso que eu fiz. Quando fui para o Canadá com meu namorado, a gente deu a sorte (ou o azar, depende do ponto de vista) de morar do lado de uma loja de quadrinhos parecida com aquela de The Big Bang Theory, sabe? E aí, tiro e queda: trouxemos mais de 20 bonecos Funko POP para cá. A variedade é tão grande que a gente ficava maluco cada vez que entrava na loja. Era Funko das princesas, de Frozen (comprei o Olaf ♥), de mil e um seriados, de filmes... E nem preciso dizer que a vontade era trazer muito mais pra casa, né?


Agora que a gente voltou para o Brasil, ficou um pouco mais difícil de encontrar os bonecos Funko, já que ninguém merece pagar 80 reais em um único bonequinho, quando lá fora cada unidade custa em torno de 12 dólares. Massss, quando a vontade de ter um deles é grande, a gente acaba apelando para alguns sites aqui do Brasil, mesmo que sejam um pouco mais caros.


Na Amazon é possível encontrar todos os Funko POP possíveis. Sério! Se você sabe que existe o bonequinho, com certeza vai encontrá-lo lá. O único problema, é claro, acaba sendo pagar o frete e, em tempos como esse, fazer a conversão do dólar para o real. Às vezes, nesse caso, vale a pena comprar na Amazon e pedir para entregar para alguém que você sabe que vai viajar para fora. Sai mais barato e você não precisa esperar dias para ter o seu Funko POP em casa.


Eu, particularmente, sempre compro os meus bonecos Funko POP em um site que chama My Toys. Ele não tem muitas opções, é verdade, mas é bem mais barato que outros sites, cerca de R$ 60,00, e, além disso, entrega direitinho em casa. Acho que demora um pouco mais que as lojas convencionais para entregar, mas vale a pena para quem não está muito a fim de gastar uma fortuna.


Dando uma pesquisada por aqui, achei mais alguns sites brasileiros que vendem os bonecos Funko Pop, mas nesses eu nunca comprei. O primeiro deles é a Loja Mundo Geek, que já ouvi bastante gente falando bem. Os Funko POP lá custam a partir de R$ 79,90, mas, pelo que pude ver, eles têm algumas opções bem legais. Outro site é o Toyshop, que também parece ser confiável. Lá você encontra bonecos Funko POP a partir de R$ 69,90 e tem bastante modelo legal. O segredo, nessas horas, é procurar referências na internet para ter certeza de que seu produto vai chegar e de que o site é confiável, né? Eu ainda prefiro comprar online do que gastar R$ 100,00 em um único Funko Pop!

7 de junho de 2015

Os livros de Chuck Palahniuk

Talvez você não o conheça pelo nome, mas com certeza o conhece por uma de suas histórias. Chuck Palahniuk nada mais é do que o autor de Clube da Luta, história que foi adaptada para os cinemas e se tornou referência cult ao redor do mundo. Ele é dos Estados Unidos e acumula uma série incrível de livros que, há algum tempo, tive a oportunidade de começar a ler.

Chuck Palahniuk

O primeiro livro que li de Chuck Palahniuk foi Sobrevivente. Ele é sobre a história de Tender Branson, um cara que sequestra um avião e, antes de cair para a morte, resolve contar toda a sua vida. Aos poucos, então, começamos a entender o que levou o personagem a tomar uma medida tão drástica para acabar com a sua vida e compreendemos por que ele é tão perturbado. 

Acontece que Tender Branson fazia parte de uma seita ultraconservadora que começou a se suicidar pouco a pouco e, de repente, torna-se o único sobrevivente dela. Isso o torna famoso em todos os Estados Unidos, mas não significa que ele passa a ser ouvido. Muito pelo contrário, a fim de ser aceito na sociedade, ele tem de mudar totalmente seu modo de viver, ouvir e falar. E isso é um problema, porque todos realmente acreditam que ele, além de ser um coitado, é uma espécie de salvador da humanidade.


Já o segundo livro que li de Chuck Palahniuk foi Condenada e esse resolvi comprar por indicação de mais de um amigo. Condenada conta a história de Madison Spencer, uma menina de 13 anos, filha de pais milionários e que estuda em um internato nos Alpes Suíços, além de possuir casas em vários países e diversos empregados ao seu dispor. Ela parece ter a vida dos sonhos de qualquer pessoa, com uma única exceção: está morta e, por algum motivo que não se sabe, foi condenada ao Inferno.

Condenada, então, conta a saga da menina Maddy em busca de Satã, a quem ela está doida para conhecer. Aos poucos, vemos seus novos amigos condenados, descobrimos como o Inferno realmente é e o que é preciso ser feito para ser condenado para lá. Maddy, além disso, precisa encontrar um emprego para pagar sua estadia no Hades e, por isso, vira atendente de telemarketing - seu único jeito de se comunicar com o mundo dos vivos.



Nem preciso falar que os dois livros são extremamente críticos, irônicos e, para quem não está acostumado com a escrita do autor, pesados, né? Com histórias de ficção, Chuck Palahniuk faz grandes críticas à nossa sociedade e fala de assuntos extremamente polêmicos de maneira irônica e engraçada. Os livros dele, além disso, possuem histórias fluidas e deliciosas de ler, fazendo com que você não pare até saber do final. Não a toa, o autor é um dos mais lidos da atualidade. Seus livros são incríveis!

20 de maio de 2015

Amor ao Pé da Letra é um livro engraçado e muito, muito real!

Do meu amor pela Marian Keyes e pela Sophia Kinsella vocês já sabem, afinal, já perdi a conta de quantas vezes escrevi sobre os livros delas aqui ou em qualquer outro lugar. Dessa vez, no entanto, resolvi dar a chance para um livro do mesmo estilo, mas de outra autora, a Melissa Pimentel - que, embora tenha nome de brasileira, não é daqui (pelo menos eu acho que não, já que não consegui encontrar essa informação de fato).

Comecei a ler Amor ao Pé da Letra, então, sem pretensão nenhuma. Como não conhecia a autora, pensei que talvez pudesse ser uma história mais bobinha. Contudo, o livro acabou me surpreendendo, primeiro porque eu o li em menos de cinco dias, de tão viciante que a história era, e segundo porque eu ria a todo momento com a protagonista.


Amor ao Pé da Letra conta a história de Lauren, uma americana que um belo dia resolve se mudar para Londres e deixar toda a sua vida antiga, em Portland, para trás. De início, não se sabe o que aconteceu para ela tomar essa decisão, o que se sabe é apenas uma coisa: ela quer vários solteiros ingleses aos pés dela. Mas aí está o problema na história: parece que nenhum homem consegue acreditar que ela só quer um relacionamento sem amarras ou compromissos (insira sexo casual aqui). Lauren, então, resolve transformar sua vida amorosa em uma experiência e passa a seguir diversos guias de relacionamentos e auto-ajuda na esperança de conhecer vários e lindos ingleses.

Claro que isso não poderia dar certo, né? Com guias e textos até mesmo do século passado, a personagem principal passa por várias situações que todo mundo, pelo menos uma vez, já passou na vida. Quer dizer, quem nunca foi para um encontro esperando uma coisa e acabou se decepcionando? Ou quem nunca saiu à noite e, no meio da madrugada, percebeu que preferia ter ficado em casa vendo filme e comendo chocolate sozinha?


Amor ao Pé da Letra é legal justamente por causa disso: você acaba se identificando com a personagem e, por ser um livro recente, algumas experiências acabam tendo tudo a ver com os dias atuais (ALÔ, Tinder!). Aliás, a Melissa Pimental realmente fez essa experiência e começou a guiar sua vida amorosa por textos de auto-ajuda, relatando tudo em um blog chamado Love by the Book. Então, embora eu tenha achado o final do livro um pouco superficial e rápido, sem muitas explicações, gostei muito da história toda. É divertida, leve e, muitas vezes, real!

25 de agosto de 2014

É no terceiro livro que Instrumentos Mortais finalmente engata!

Confesso que, desde que li Cidade das Cinzas, havia perdido um pouco a vontade de continuar a série Instrumentos Mortais. No entanto, como sabia que não ia conseguir ficar sem saber o fim da história, acabei comprando o terceiro livro, chamado de Cidade de Vidro, e depois de terminá-lo, na semana passada, percebi que, embora apresente algumas falhas, a série tem grande potencial de se tornar uma das minhas favoritas!

Depois que descobre o que deve fazer para salvar a sua mãe, Clary precisa viajar até Alicante, a Cidade de Vidro, para encontrar Ragnor Fell, um feiticeiro que sabe exatamente o que ocorreu com Jocelyn. O problema é que seu irmão, Jace, não quer que ela corra riscos, e então cria um plano para deixá-la em Nova Iorque. O que ele não espera, no entanto, é que Clary esteja controlando cada vez mais os seus poderes e que seja capaz de criar um portal para chegar até a cidade sem a ajuda de ninguém. Ao mesmo tempo, Simon acaba sendo carregado até Alicante, onde teoricamente não poderia ir, e Valentim, por sua vez, está cada vez mais perto de convocar um exército de demônios para destruir quem quer que fique em seu caminho.


Quando comecei a ler Cidade de Vidro, eu não sabia, mas esse era para ser o final de uma trilogia. Por isso, talvez, esse livro tenha muito mais ação do que os anteriores! Em Cidade de Vidro, a história finalmente se desenrola e acabamos descobrindo mais informações sobre o passado de Clary e Jace, além de entender os verdadeiros motivos que fizeram Valentim agir da maneira que age.

Confesso que agora que tantas coisas aconteceram, eu fiquei com mais vontade de ler os próximos volumes de Instrumentos Mortais - Cidade dos Anjos Caídos, Cidade das Almas Perdidas e Cidade do Fogo Celestial. E já até imagino qual será a continuação, pois uma pontinha do enredo ficou solta e sem conclusão. 

De qualquer maneira, Cidade de Vidro me surpreendeu muito positivamente, por ser uma história mais fluida e complexa. Por causa disso, recomendo, sim, que vocês leiam a série Instrumentos Mortais, já que o primeiro livro, Cidade dos Ossos, eu também amei! 

12 de agosto de 2014

Os filmes de Robin Williams que marcaram a nossa infância!

O mundo ficou mais triste ontem quando descobrimos que Robin Williams se foi. Pode até ser que ele não seja o seu ator favorito, como não era o meu, mas dá um apertinho no coração lembrar de filmes estrelados por ele que marcaram a nossa infância e adolescência, não dá? Robin Williams, sem dúvida, fez parte de produções que merecem ser lembradas, por isso, resolvi fazer uma lista com os filmes do ator que eu mais gostava. Algum deles é o seu preferido também? :)

Jumanji


Aaah, Jumanji! ❤ Quem nunca quis brincar com esse jogo de tabuleiro que atire a primeira pedra! Eu amava tanto essa história que, mesmo depois de adulta, resolvi comprar o DVD!

Estrelado por Robin Williams junto com a, na época pequena, Kirsten Dunst, o filme conta a história de um jogo de tabuleiro chamado Jumanji que se tornava realidade a partir do momento em que um dos jogadores lançasse os dados. Uma noite de 1969, Alan Parrish começa uma partida com sua amiga Sarah, mas acaba ficando preso dentro do jogo. 26 anos depois, duas crianças se interessam pelo jogo e acabam libertando Alan que, tendo perdido os melhores anos da sua vida, decide terminar a partida para finalmente se libertar.

Aladdin


Muita gente não sabe, mas Aladdin, um dos filmes da Disney que mais recebe o título de “favorito” da criançada, teve uma participação espetacular de Robin Williams, que foi o responsável por dar vida ao Gênio!


Percebe agora as semelhanças? ❤ Aladdin, sem dúvida, é uma história incrível, mas o Gênio é quem dá toda mágica ao filme!

Uma Babá Quase Perfeita


Clássico das Sessões da Tarde, Uma Babá Quase Perfeita era um filme que despertava sentimentos contraditórios em mim, hahaha. Confesso que assisti à história algumas vezes na televisão, mas, e não sei o porquê, acho que acabei enjoando. De qualquer maneira, não dá para negar que esse filme marcou a nossa infância, não é? Uma Babá Quase Perfeita conta a história de Daniel Hillard, um homem que decide se transformar na babá de seus filhos, a Sra. Euphegenia Doubtfire, para participar mais da vida deles. Te lembra algo? :)

Hook: A volta do Capitão Gancho


Além de interpretar um Gênio e uma Babá, Robin Williams também foi o responsável por uma das atuações mais fantásticas de Peter Pan! ❤ Hook: A volta do Capitão Gancho, dessa maneira, conta a história de Peter Banning, um homem de 40 anos que um dia já foi Peter Pan, mas por ter se dedicado tanto ao trabalho, acabou esquecendo a sua origem e também deixando a sua família de lado. Um dia, quando Capitão Gancho retorna e sequestra seus filhos, ele se vê obrigado a voltar para a Terra do Nunca e começa a lembrar de tudo o que passou por lá!

Sociedade dos Poetas Mortos


O único filme dessa lista que não é infantil, Sociedade dos Poetas Mortos fez parte da minha adolescência e, se você ainda não o viu, veja porque vale a pena! A história, que é de 1989, fala sobre um ex-aluno da Welton Academy que, em 1959, retorna à escola preparatória para dar aulas de Literatura. Aos poucos, no entanto, ele começa a se chocar com a ortodoxa direção do colégio, pois seu método de ensino incentiva os alunos a pensarem e a perseguirem as suas paixões. É incrível!


Claro que Robin Williams possui mais diversos filmes que marcaram todas as gerações, mas esses foram os que eu me lembro de ver e rever na televisão toda vez que passava. Sem dúvida, o ator vai deixar muitas saudades, mas talvez essa seja uma boa oportunidade para ir atrás dos filmes que ele estrelou e vê-los pela primeira, segunda ou terceira vez! O que acham? =)

7 de agosto de 2014

Budapeste: mais uma versão fantástica de Chico Buarque

Quem adora escrever, e vive disso, sabe que o processo de construção de um texto não é nada fácil. São necessárias várias noites em claro tentando pensar no melhor jeito de escrever uma ideia - isso quando essa ideia existe, é claro. Além disso, é preciso escrever e rescrever trechos inteiros para chegar àquilo que se considera quase perfeito.

Ontem acabei de ler Budapeste, de Chico Buarque, e confesso que, mesmo adorando as composições do cantor, ainda não o conhecia como autor. Dessa maneira, quando comecei a ler esse livro, demorei um pouco para compreender a narrativa e, claro, para entender sobre o que era a história.

Budapeste conta fragmentos da vida de um homem chamado José Costa, que é um escritor anônimo e, como qualquer escritor, adora os idiomas e as palavras. Ele vive no Rio de Janeiro com sua mulher e escreve livros, discursos e artigos para outras pessoas, que fingem ser as autoras de cada um deles. Um dia, ele chega a Budapeste e lá dá de cara com um novo idioma que o encanta na mesma medida que uma outra mulher. 


Costa é uma pessoa confusa e, dessa maneira, a narrativa também é. Ao longo das páginas, são intercalados acontecimentos da vida do personagem principal com fatos que, na verdade, fazem parte das histórias que ele escreve. Além disso, também é retratado o processo de criação de José Costa, que possui manias e vive inquieto, tentando encontrar as melhores e mais poéticas frases. Para mim, na realidade, o ponto-chave de Budapeste é justamente cada livro que José Costa produz e que, na verdade, ocupa em sua vida um espaço muito maior do que sua mulher no Rio de Janeiro ou sua mulher em Budapeste. Os livros dele, dessa maneira, são seus verdadeiros amores e o real motivo para sua felicidade. 

Budapeste, enfim, é um livro que deve ser lido até o fim, pois é contado em primeira pessoa e através das lembranças do personagem e, por isso, não é completamente linear. Confesso que, não fosse o final incrível da história, talvez eu não tivesse gostado tanto de Budapeste, que não possui o estilo dos livros que eu costumo ler. No entanto, após acabar a leitura, passei a pensar em cada acontecimento retrato e acabei me surpreendendo. Por isso, recomendo, sim, o livro que, além de ser genial, ainda descreve alguns lugares, especialmente do Rio de Janeiro, de maneira quase poética.

30 de julho de 2014

Você conhece a outra série da autora de Jogos Vorazes?

Suzanne Collins está por trás de Jogos Vorazes e, justamente por causa dessa trilogia, é considerada uma das maiores autoras da atualidade. Mas você sabia que ela, tal como mais alguns escritores que a gente adora, possui outra série que a maioria das pessoas não conhece?

Lançado em 2003, o primeiro livro de As Crônicas do Subterrâneo se chama Gregor, o Guerreiro da Superfície e eu descobri essa nova história por acaso. Um dia, estava procurando saber mais sobre Suzanne Collins e me deparei com esse título, que me chamou bastante a atenção. Esse ano, então, dentro da leva de livros que ganhei de aniversário, acabei sendo presenteada também com o primeiro volume da série.


Gregor é um menino de 11 anos bastante humilde que vive em Nova Iorque junto com sua mãe, sua avó, sua irmã Lizzie de sete anos e a caçula Margareth, mais conhecida como Boots, de apenas dois anos. Um dia, após o desaparecimento de seu pai completar dois anos, Gregor e Boots são sugados por um duto de ar dentro da lavanderia do prédio e são levados para uma civilização localizada muitos quilômetros abaixo da superfície. Lá, eles descobrem um mundo em que humanos, baratas, ratos e aranhas precisam conviver entre si e respeitar uns aos outros - o que nem sempre acontece. Após alguns dias lá embaixo, Gregor recebe a incrível notícia de que seu pai pode estar vivo e, então, parte em uma expedição para resgatá-lo tendo como companheiros de viagem criaturas um pouco... diferentes.

Confesso que, quando li a sinopse dessa série, imaginei algo completamente diferente e, de início, não me apaixonei pelos personagens. Afinal, ter que conviver com morcegos, ratos e baratas é algo que vai muito além da minha capacidade de compreensão. No entanto, aos poucos, conforme fui ficando mais por dentro da sociedade que Suzanne Collins inventou, passei a gostar cada vez mais dos personagens, das situações e da dinâmica do subterrâneo.


Claro que Gregor, o Guerreiro da Superfície é um livro de fantasia. Mas não pense que você verá uma Suzanne Collins parecida com Jogos Vorazes. Achei que este livro, talvez por vir antes da obra de ouro da autora, é muito mais infantil, não só no enredo, como na narrativa e no modo como ela é construída. A história é bastante simples e, além disso, algumas situações são resolvidas de maneira muito prática, dando a impressão de que o livro é mais para crianças mesmo. Claro que, assim como em Jogos Vorazes, a criatividade da autora alcançou um novo limite e, por isso, Gregor, o Guerreiro da Superfície acaba sendo uma ótima distração! Leve, divertido e muito diferente. Adorei! E planejo ler os próximos quatro livros, é claro.

18 de julho de 2014

Demorei, mas finalmente li Cidade das Cinzas!

Quase há um ano, eu escrevi aqui que havia lido Cidade dos Ossos, o primeiro livro da série Os Instrumentos Mortais. Somente essa semana, no entanto, consegui ler Cidade das Cinzas, a continuação. Vocês já leram?

Não sei quanto podemos mudar nesse tempo que passou, mas o fato é que, embora eu tenha adorado Cidade dos Ossos ano passado, não consegui amar tanto Cidade das Cinzas. Não que o livro não seja bom, não é isso. O que aconteceu foi que, para mim, esse segundo livro não revelou tanta coisa e, além disso, tornou-se até mesmo monótono em algumas partes.


Depois que Clary descobriu que na verdade era uma Caçadora das Sombras, sua vida mudou completamente. A partir daquele momento, ela passou a enxergar cada pedacinho de escuridão presente na cidade de Nova Iorque e aprendeu a desconfiar de tudo o que via. Ao mesmo tempo em que tentava descobrir um jeito de acordar a sua mãe no hospital, ela tentou conter todos os sentimentos que sentia por Jace - que descobrira ser, na realidade, o seu irmão -, além de também tentar descobrir os planos de Valentim para impedi-lo.

Cidade das Cinzas, dessa maneira, tinha tudo para ter muito mais ação do que o anterior, que teve que apresentar para o leitor a origem dos Caçadores de Sombras, bem como explicar a presença de demônios, vampiros e lobisomens em Nova Iorque. No entanto, não foi o que aconteceu. Esse novo livro é mais monótono e algumas vezes parece ficar patinando no mesmo lugar, sem evoluir.

É claro que não foi isso que me fez desistir de ler a série toda. Eu vou continuar a lê-la, mesmo que, comparado com outros livros de fantasia, Instrumentos Mortais esteja longe de ter o melhor enredo e os melhores personagens. É apenas uma ótima distração para o longo caminho até o trabalho!

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Também contei aqui como havia sido assistir ao filme Cidade dos Ossos no cinema. Não gostei muito, mas aparentemente, apesar da baixa audiência, foi dado sinal verde para a segunda parte da história ser gravada. Vamos aguardar! (E esperar que seja melhor que o primeiro filme, é claro.)


17 de julho de 2014

Morte Súbita: um lado de Rowling que a gente ainda não conhecia!

A J. K. Rowling é, sem dúvida, uma das maiores escritoras do nosso tempo. Não por ter criado Harry Potter, embora eu ame a série, mas sim porque possui uma das narrativas mais deliciosas que eu já li. Desde que a história bruxo chegou ao fim, me senti órfã de uma autora que através de palavras simples conseguia me transportar do mundo real.

Há algum tempo, tive a oportunidade de ler Morte Súbita, um dos romances mais recentes dela. E, mesmo sabendo que o enredo não possuía qualquer coisa de fantasia, acabei me impressionando com o grau de maturidade que apresentou.

Morte Súbita conta a história da pequena cidade de Pagford que, após a morte inesperada de Barry FairBrother, uma das pessoas mais influentes do local, fica completamente em choque. Ninguém sabe o que vai acontecer com o conselho da cidade, nem o que será dos ideais que FairBrother defendia. Aos poucos, então, vamos conhecendo cada habitante da cidade junto com seus medos, seus receios e seus desejos.


Embora pareça uma narrativa simples, J. K. Rowling se supera nesse livro, fazendo com que apenas uma briga política de um vilarejo se torne algo muito mais grandioso. Através de Pagford, ela recria a nossa sociedade expondo os defeitos e segredos de cada cidadão.

Mas não se engane e ache que, por ser a criadora de Harry Potter, Rowling pegou leve com as descrições. Confesso que logo de cara fiquei um pouco chocada com a riqueza de detalhes de algumas situações. Aos poucos, no entanto, fui me situando e me apaixonando pelos personagens – que, aliás, estão longe de ser perfeitos.

O que me incomodou em Morte Súbita, contudo, foi que não houve um desfecho para a história. Conversando com outras pessoas que leram o mesmo livro, inclusive, fiquei com a sensação de que daria para fazer um outro livro facilmente. Acho, na realidade, que o objetivo da autora era esse mesmo: pegar um fato incomum e, através dele, expor a parte escondida de uma cidade que, de primeiro momento, aparenta ser perfeita.

De qualquer maneira, se você é um fã declarado de J. K. Rowling, assim como eu, recomendo muito que leia Morte Súbita, especialmente porque mostra um lado da autora que a maioria de nós não conhecia!

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Falando em Morte Súbita, recentemente foi confirmado que a história será adaptada para uma série de televisão ainda esse ano. O seriado terá duração total de três horas e será produzida pelos canais HBO. Mal posso esperar para ver! Mas leiam o livro antes, hein? ;)

The Guardian

16 de julho de 2014

Cheio de Charme, de Marian Keyes, é muito mais do que um livro de romance!

Quanta coisa acontece em seis meses, não é? Faz tanto tempo que eu não posto aqui que tenho milhões de novidades para contar. A mais importante delas, no entanto, eu só vou revelar daqui a um tempinho! ;)

Como havia prometido para mim mesma, em 2014 estou lendo muito mais do que estava antes! E, nesse tempo que passou, li inúmeros livros: a continuação de Divergente – que eu não recomendo porque odiei o final, Morte Súbita da J. K. Rowling, Lembra de mim? da Sophie Kinsella, Bling Ring, As Vantagens de Ser Invisível, Quem É Você, Alasca? do John Green... Então, caso vocês queiram a resenha de algum deles, é só falar!

O último livro que li foi Cheio de Charme, da Marian Keyes, a mesma autora de Sushi e Melancia. A história, como tantas outras dela, fala sobre a superação de problemas que, embora algumas pessoas não conheçam ou nunca tenham presenciado, existem e afetam muitos por aí. No caso do livro, não vou falar qual problema é esse, porque ele vai sendo explicado ao longo do enredo, no entanto, já adianto: é um pouco incômodo aceitar que algumas pessoas passam por isso sem agir – o que não significa que a gente não saiba que existam essas pessoas. O problema é que “vivenciar” tal problema, mesmo que através da leitura, torna tudo muito mais real e impressionante.


Cheio de Charme é escrito através do ponto de vista de três mulheres principais, Lola, Grace e Marnie, que possuem uma semelhança: a presença, em alguma parte de suas vidas, de Paddy, um famoso e mulherengo político. E, talvez pela história ter sido contada de forma fragmentada, além do fato de que ela possui quase 800 páginas, eu demorei bastante para terminá-la.

Tudo começa com Lola descobrindo que seu namorado, o político Paddy, está prestes a se casar... Com outra! Então, depois de muito correr atrás dele, ela resolve tirar merecidas férias em uma cabana no interior. Aos poucos, então, Grace aparece na sua vida e, através dela, conhecemos também Marnie, que se relacionou com Paddy no passado.

O livro, embora denso e bastante longo, é bem legal! A narrativa é fluida, de modo que eu conseguia ler mais de 100 páginas por dia facilmente, no entanto o final deixou um pouco a desejar. Não vou contar o que acontece, é claro, mas eu não sou muito fã de histórias que não concluem suas tramas – como foi o caso de Morte Súbita também, por exemplo –, então acho que mais algo deveria ter acontecido.

De qualquer maneira, Marian Keyes, através de Cheio de Charme, aborda um assunto que grande parte da população simplesmente finge que não acontece e, com sua narrativa leve, acaba levando o leitor a uma parte dos relacionamentos que às vezes a gente deixa escondido. Não se deixe assustar pelas numerosas páginas, nem pela história um pouco sem sal no início, viu? Vale a pena!

9 de abril de 2014

Eu gosto do poder que os livros têm em me tirar da realidade. Em me levar para um mundo totalmente novo e completamente diferente daquele em que eu vivo.

Eu gosto de saber que, pelo menos em histórias inventadas, o bem vence o mal. Que aqueles que são ruins geralmente recebem de volta aquilo que fizeram.

Pode parecer inocente ou até mesmo infantil, mas a sensação de não pertencer a esse mundo, quando eu leio, me faz querer devorar páginas e páginas, uma atrás da outra, repetidamente.

Até que ponto esse mundo significa apenas o Brasil ou a sociedade como um todo, incluindo seus valores, esperanças e desejos, eu não sei. O que acontece, no entanto, é que ler me transporta daqui e me faz crer, nem que seja por um momento, que a vida é mais do que isso. Sabe?


1 de abril de 2014

"Divergente" tem tudo pra ser uma das minhas séries favoritas!

2014 começou como um ano de muitos planos e alguns deles daqui a pouco vão se concretizar. Uma das minhas maiores metas, inclusive, foi ler ainda mais do que eu leio. E eu estou conseguindo manter isso muito bem. Abril mal começou e eu já li seis livros esse ano, além de ter deixado Morte Súbita, da J. K. Rowling, de lado por um tempo até eu me interessar realmente pela história.

Hoje, quis vir escrever sobre Divergente, da Veronica Roth, que é um livro que eu queria ler há muito tempo e finalmente consegui. Ganhei semana passada e acredito ter lido as 500 páginas em cerca de três dias. Eu realmente leio rápido, mas dessa vez me superei e não foi só porque a leitura é relativamente fácil. Foi porque a história é demais!



O que mais me atraiu nessa trilogia (já comprei os dois próximos volumes, inclusive, e mal vejo a hora de chegar ) foi a sua semelhança com Jogos Vorazes. Quem me conhece sabe que eu amei a história criada por Suzanne Collins, então também fiquei com muita vontade de ler Divergente, embora não soubesse que era tão bom.

Divergente conta a história de Beatrice Prior, uma menina que vive em uma Chicago futurística dividida em cinco facções: Abnegação, Amizade, Audácia, Franqueza e Erudição. Como todos os adolescentes, ela, quando completa 16 anos, precisa passar por um teste para decidir se permanece em sua facção - no caso, a Abnegação - ou se muda para outra. Acontece que quando a menina passa pelo teste descobre que, na verdade, é o que chamam de Divergente e não recebe um resultado conclusivo. Tem, então, que escolher a facção por sua conta e correr os riscos que a esperam praticamente sozinha.


De fato, é muito grande a semelhança entre essa trilogia e Jogos Vorazes. E eu ainda não decidi qual delas é a minha preferida, porque ainda não acabei de ler Divergente... No entanto, a leitura desse primeiro livro foi tão intensa pra mim que eu não duvido nada que os próximos volumes acabem fazendo eu me apaixonar ainda mais pela Tris e o Quatro, é claro. Recomendo muito! E, aliás, recomendo que vocês leiam antes do filme estrear, em 17 de abril. Mal vejo a hora!

26 de novembro de 2013

Cidades de Papel: uma reflexão sobre a vida

Acabei de ler Cidades de Papel, do John Green, neste instante e ainda estou tentando digerir a história. Não sou nenhuma especialista no autor e, embora Teorema Katherine tenha me conquistado muito mais rapidamente e intensamente, é visível um amadurecimento dele neste último livro. Se, em Teorema Katherine, temos um final feliz para a história, em Cidades de Papel o fim é muito mais complexo. Além disso, apesar da escrita de John Green continuar leve e fluida, este livro é muito mais profundo e reflexivo que o outro que eu li. 


Margo e Q vivem em Orlando e levam uma vida perfeita. Estão prestes a acabar o colégio e ir para a faculdade. Têm amigos, vão a festas e Q, pelo menos, é o orgulho de seus pais. Um dia, Margo desaparece, mais uma vez, mas dessa vez não volta. Q, então, passa a encontrar diversas pistas e a segui-las a fim de achar a menina. 

Comecei a ler este livro imaginando ser tão bobinho quanto Teorema Katherine. Uma aventura adolescente. No entanto, as reflexões dos personagens me fizeram enxergar a vida, e também o futuro, de uma maneira completamente diferente. Eu me identifiquei completamente com a Margo. Afinal, quem é que determinou que, para a vida ser perfeita, é preciso estudar, ir para a faculdade, arranjar um trabalho bom e ter filhos? 

É muito difícil ir embora - até você ir embora de fato. E então ir embora se torna simplesmente a coisa mais fácil do mundo.

O livro algumas vezes é bem parado. E eu até demorei para lê-lo, se comparar com Teorema Katherine, por exemplo. Mas possui uma história bem legal, que me fez repensar bastante coisa que já fiz ou quero fazer. Até pensei, em alguns momentos, que John Green estava supervalorizado, mas ao final ficou claro para mim, mais uma vez, porque o autor possui tantos fãs ao redor do mundo. Mesmo com histórias simples, os personagens são complexos, com profundidades diferentes e completamente indentificáveis com a realidade. De novo: vale a pena ler.

22 de novembro de 2013

Em Chamas: a sorte nunca está ao seu favor.

Ano passado, Jogos Vorazes se tornou um dos meus livros favoritos. Ao contrário do que normalmente faço, no entanto, assisti ao filme antes de ler os livros. Demorei para ler, é verdade, mas quando ganhei a trilogia, devorei tudo em menos de 15 dias.

Anteontem, fui assistir ao filme adaptado da segunda parte da trama: Em Chamas. Depois de quase um ano de espera, finalmente conseguir ver a parte mais legal da história nos cinemas e quer saber? Ficou tão bom quanto o livro.


Dessa vez, Katniss e Peeta têm de partir em uma turnê de vitória pelos distritos. Contudo, depois que os dois venceram os últimos Jogos Vorazes, parece que algo mudou em Panem: as pessoas estão mais indignadas, com mais raiva, e lutando contra um governo autoritário. Ao que tudo consta, além disso, Katniss é a responsável por criar essa chama de esperança. Percebendo o perigo de uma nova revolução, então, os 75ºs Jogos Vorazes chegam diferente: dessa vez, dois antigos vitoriosos de cada distrito têm de voltar a arena. E Katniss e Peeta, é claro, retornam para proteger um ao outro e lutar pelo que acreditam.

Como uma boa fã de Harry Potter, sei o que são adaptações ruins. E Em Chamas dá um show nesse quesito. Foi feito extremamente leal à história e arrisco a dizer que algumas cenas adicionadas (como, por exemplo, as da neta do Presidente Snow) acabaram dando um toque muito especial ao filme, deixando-o até mesmo melhor do que o livro em alguns momentos. A arena, além disso, ficou sensacional. Cada detalhezinho foi pensado a fim de reproduzir exatamente o que Suzanne Collins escreveu em sua história.


Sobre a atuação da Jennifer Lawrence, restam elogios. Foi um show à parte. Se quem assistiu a O Lado Bom da Vida já considerou a atriz uma das melhores do mundo, com certeza vai se emocionar muito mais dessa vez. Foi ela quem deu vida à Katniss. E em cada cena mostrou aos espectadores que, se for necessário, consegue chorar, rir e gritar, tudo ao mesmo tempo. Quero ver de novo, e de novo, e de novo...
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