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11 de abril de 2020

Sábado de quarentena

A vontade de escrever normalmente vem out of the blue. Você está lá, tomando seu café às 11h30 de um sábado de quarentena e BOOM, a inspiração aparece. Aí você começa a refletir sobre tudo o que passou desde seu último texto aqui nesse lugar - no dia 17 de março de 2019.

E percebe que tanta, tanta coisa passou. O quanto você evoluiu. E o quanto seus planos evoluíram junto com você.

Gostar de si mesmo é o maior desafio de uma vida toda. É se olhar todo dia no espelho e, em vez de enxergar apenas os defeitos, encontrar as qualidades. É se admirar pelo que você é, não por aquilo que você já foi ou pelo que ainda quer ser. É gostar pelo simples prazer de gostar. E ter certeza de que não haveria lugar - ou pessoa - melhor para se morar.

Não sei o que aconteceu em 2019, mas algo na minha cabeça virou uma chavinha e fez com que eu começasse a correr atrás daquilo que eu evito há tantos anos. E, assim, comecei 2020 muito mais perto de alcançar meu objetivo do que um ano antes.

Infelizmente, chegou aí um vírus que virou a vida de todo mundo de ponta cabeça, inclusive a minha. Estamos aprendendo com a nova rotina, ressignificando as conversas online e aprendendo a conviver, mais do que nunca, com nós mesmos.

Refletindo um pouco sobre esse novo momento, acho que é só a vida tentando nos dizer: "vai com calma". Não esquece do presente. Faça planos para o futuro, mas viva um dia de cada vez. Há coisas mais importantes do que comprar, do que sair, do que trabalhar. E eu, do alto da minha vida extremamente privilegiada, sei que isso é verdade. Que posso me dar ao luxo de ficar em casa enquanto tantas pessoas lutam para sobreviver um dia mais.

É difícil colocar uma pausa nos seus planos. Realinhar sua rota. Dar um passo para trás, respirar e olhar para aquele mesmo caminho mais uma vez. Mas é preciso. Enquanto isso, vou vivendo assim, dentro de casa, me refugiando nas redes sociais (que ainda existem aqui, mas menos frequentes), nos livros, nos seriados e em novos idiomas. Porque a vida é assim mesmo... quando você menos espera, chega algo ou alguém pronto para te fazer repensar tudo aquilo que sempre sonhou.

17 de março de 2019

It's so hard to leave - until you leave

Ultimamente tenho tido uma vontade incontrolável de escrever e acho que sei o por quê. Fazia tempo que eu não tinha, na minha vida, um objetivo tão claro, um sonho apenas esperando para concretizar. Quer dizer, até tinha, mas objetivos simples, que requerem apenas um pouco de planejamento, mínimo esforço e tempo para serem alcançados.

O que sinto dentro de mim, agora, é que finalmente tomei as rédeas da minha vida. Que o objetivo que eu tanto receei em traçar finalmente saiu do meu coração, subiu pela minha garganta e se alojou em um cantinho no cérebro, controlando cada pequena decisão do meu dia a dia. E eu, que sempre fui movida por desejos e vontades, praticamente fiquei sem alternativa a não ser correr atrás daquilo que me motiva cada vez mais.

É estranho pensar nisso, mas estamos apenas no meio de março e eu sinto que já mudei tanto em 2019. Já realizei mais metas este ano do que no ano inteiro de 2018 e olha que ano passado eu até que fiz algumas coisinhas. Esse ano, conforme prometido, comecei a cuidar bem mais de mim. E de um jeito que vai além do passar esmalte aos fins de semana, mas que tem muito mais a ver com o jeito de encarar a vida.

Percebi que a situação política do país, que atingiu seu ápice no fim do ano passado, com a eleição daquele que não deve ser nomeado, me desestabilizou de uma maneira que nunca tinha acontecido antes. Me deixou tão mal, tão ansiosa, com tanto medo, que lembro que na noite de eleição no segundo turno eu praticamente não consegui dormir.

Sei também que, embora tenha motivos para me sentir assim - e eles não são poucos -, grande parte dessa minha ansiedade tinha a ver com as redes sociais. E eu que sempre vivi na internet, sempre fui a maior entusiasta dessas plataformas, cheguei ao ponto de ficar triste cada vez que via a timeline do Facebook ou do Twitter, por exemplo.

Demorou um pouco, mas finalmente tomei a decisão e comecei a deixar de lado algumas dessas redes. A primeira delas foi o Facebook, que simplesmente desinstalei do meu celular no ano passado, irritada com a quantidade de absurdos que as pessoas passaram a postar sem saber do que se tratava de fato. Esse ano, então, resolvi excluir o Twitter que, em outra época, era a rede social que mais me dava informações e notícias em primeira mão.

Não sei se foram as pessoas que comecei a seguir, mas de repente essas redes sociais começaram a me fazer muito mais mal do que bem e, em vez de me distraírem da rotina, passaram a me levar para um caminho negativo, muito pesado, que eu simplesmente não queria seguir.

É difícil tomar esse tipo de decisão. Sair de uma rede social, deixar de correr atrás de um amigo, abrir mão de um emprego que você sempre acreditou ser perfeito para você: não há nada mais difícil. Essa sensação de perda, de desistência é algo que consome até a pessoa mais sensata e consciente do mundo. Mas ao mesmo tempo, é o tipo de decisão que precisa ser tomada. Porque, quando isso acontece, é como se um grande peso nas nossas costas deixasse de existir.

É exatamente aquilo que uma frase do John Green que eu amo diz:


3 de abril de 2013

Willy Wonka existe?

O sonho de toda criança é comer quanto doce quiser. Chocolate, pirulito, bala, marshmallow... É incontável a quantidade de gostosura que a gente tem (até hoje) que deixar de lado para dar lugar aos legumes, verduras e frutas. Quem nunca ouviu a mãe dizer que sobremesa só depois de comer todo o brócolis do prato?
No mundo dos livros e dos filmes, talvez o nosso maior exemplo seja o Willy Wonka que, por ter um pai dentista, nunca pode comer o que bem entendesse. Quando cresceu, ele abriu a maior fábrica de doces do mundo e, de quebra, inventou gulodices que todo mundo gostaria que existissem de verdade: bala que nunca acaba e chiclete que nunca perde o gosto foram só alguns deles.
Todos sabemos que esse personagem é só uma criação e que, nem ele, nem sua fantástica fábrica de chocolates existiram de verdade. Mas já imaginou se fosse ao contrário? Essa semana, o site Hypeness (amo!) publicou uma matéria em que apresentou um grande candidato ao Willy Wonka real. Seu nome é Henry Patterson, um inglês que tem apenas nove anos e acaba de criar sua terceira empresa.
Henry começou seus negócios aos sete anos vendendo adubo no eBay. Logo em seguida, passou a comecializar produtos usados, que comprava em uma loja próxima à sua casa. Atualmente, o menino possui uma loja de doces online chamada Not Before Tea - já que, para os ingleses, a hora do chá talvez seja tão sagrada como a hora da cerveja para os brasileiros (a gente é muito mais legal, claro).
A gente já viu muito menino prodígio por aí, mas o pequeno, além de ter criado a empresa, também é o responsável por muitas ideias, pela estratégia do marketing e, tal como o excêntrico Willy Wonka, pela elaboração de diversos doces. Já imaginou?
Fonte: Hypeness

26 de março de 2013

Qual é o objeto mais importante da sua vida?

Responda rapidamente!
Talvez um celular? Um computador? Um caderno? Ou sua televisão?

Às vezes, parece que tudo está dando errado na sua vida. O cabelo que não fica bom, o amor que não dá mais certo, a roupa que deixou de servir, a pessoa que bateu no seu carro... E aí a gente tem uma vontade absurda de fugir, de largar tudo e falar "cansei". Você já parou para pensar que aquilo que mais te incomoda no dia a dia pode não ser tão importante assim? Tudo bem, na sua realidade, talvez seja. Mas em relação à realidade dos outros?
O site Hypeness publicou estes dias uma matéria sobre o projeto do fotojornalista Brian Sokol - o The Most Important Thing. Brian foi até o Sudão do Sul perguntar aos refugiados qual era o objeto mais importante de suas vidas. As respostas, impressionantes, foram muito além do que imaginaríamos: objetos simples que, na nossa realidade, praticamente não têm valor nenhum. É para refletir!


Esta é Dowla. Ela tem apenas 22 anos e, tão nova, disse ao fotojornalista que o objeto mais importante de sua vida é este tronco de madeira que a ajuda carregar os filhos quando eles não têm mais condições de andar.


Hasan não sabe exatamente quantos anos têm, mas é um número entre 60 e 70 anos. Para ele, o objeto mais importante de todos é esta carteira, que agora está vazia, mas o ajudou a alimentar sua família durante os 25 dias de viagem até às fronteiras do Sudão do Sul.


Maria, por sua vez, com apenas 10 anos, afirmou a Brian que o objeto mais importante de sua vida é este recipiente de água.

Para ter acesso às outras fotos do projeto, clique aqui.

19 de março de 2013

Liberdade, vida nova

Desde pequena, eu sempre tive tudo planejado. Sabia exatamente o que iria acontecer no dia seguinte, no próximo mês e até no fim do ano. Não me lembro de uma época em que eu me senti tão perdida quanto o final da universidade. Quer dizer, a época do vestibular foi bem complicada, antes de escolher o Jornalismo eu passei por mil outros cursos, mas o que estava por vir eu já sabia. Faria uma graduação de qualquer maneira.
Quando foi chegando o fim da faculdade, de repente me vi sem saber o que aconteceria. Não estava certo se eu seria efetivada na empresa em que estagiava, mas havia grandes chances de eu perder o emprego. Eu tinha decidido não fazer pós-graduação ou mestrado por enquanto, mesmo com meus pais insistindo para que eu não parasse de estudar.
O dia da apresentação do TCC chegou, o último dia de aula... E aí os últimos dias do estágio. Como a maioria sabe, não fui efetivada e achei que esse seria o fim do mundo. Sem emprego e recém-formada? Mas me aliviou saber que 70% da turma que havia se formado comigo estava passando pela mesma situação. Triste, mas reconfortante.
2012 acabou, aí chegou 2013 e, pela primeira vez, não fiz promessas grandes de fim de ano. Claro, prometi que não pararia de malhar e que manteria os amigos por perto, mas apenas promessas simples e próximas da minha realidade.
As férias chegaram e a ideia de que ela não teria um fim certo me assustou. Ué, sempre entrei de férias sabendo quando voltaria à rotina normal. Dessa vez, foi diferente. E se o emprego novo demorasse pra chegar? Eu não aguentava mais ficar em casa!
Intensifiquei a ida à academia, comecei a comer certinho e a ler mil livros por mês... Voltei a atualizar o blog frequentemente, conheci pessoas novas e me apoiei nas antigas. Pois bem, o emprego novo veio. E nem demorou tanto assim. 2013, por mais que eu achasse que não, iniciou de uma maneira sensacional. 2012 foi bom, de verdade, um dos melhores anos da minha vida. Mas este ano mal começou e já tem me surpreendido mais do que qualquer outro.
Fazia muito tempo que eu não acordava feliz "sem" motivos...


10 de março de 2013

Cidade estranha, com gente esquisita

Paulistano é um bicho engraçado. Odeia São Paulo, fala mal, diz que é suja, sem árvores e com cheiro ruim, mas, se alguma pessoa que não é daqui falar que a cidade não presta, sai debaixo! Fala palavrão, grita e até dá porrada.

No trânsito, paulistano se sente como o dono do mundo, corta todos os carros, buzina, acelera pra assustar pedestre e ai de alguém se tentar entrar na sua frente: vira um bicho macho. Ter carro, para paulistano, é sinal de status. Pode estar devendo meses de aluguel, mas se tem o carro da moda, então tudo fica bem. Na rua, só se enxerga preto, prata e branco. Carro amarelo já foi bonito, hoje é feio. Carro branco já foi táxi, hoje é coisa de quem tem bom gosto. Vai entender.

Paulistano que é paulistano sabe que sua praia fica na Avenida Paulista. Durante a semana, o lugar é um caos, as pessoas se atropelam e disputam lugar com os carros na rua. Aos fins de semana, contudo, é um ótimo lugar para relaxar tomando aqueeela cervejinha gelada. Mas, atenção: em época de Natal, fique longe! Paulistano adora dar uma volta para ver a decoração da avenida e pobre daqueles que só querem chegar em casa logo.

Paulistano adora ir na 25 de março comprar muamba, mas depois reclama que o relógio de 10 reais molhou e parou de funcionar. Adora ir ao mercadão no centro comer o melhor pastel de bacalhau do mundo e o maior sanduíche de mortadela, mas pede coca-cola light para acompanhar. E compra milhares de brincos por 70 centavos, mas passa base de unha nele para não inflamar a orelha.

Paulistano é esquisito mesmo. Tem mania boba, insiste em coisas sem sentido e tem uma relação instável com a cidade de São Paulo. Uma hora ama, outra odeia, outra acha que aqui é um lugar bom só para turista. No entanto, ama a sua cidade como ninguém outro e, ao ser perguntado se gostaria de se mudar, responde: até que eu gostaria, mas não há lugar como São Paulo...

30 de janeiro de 2013

Quando os blogs se tornam mais confiáveis que a grande mídia

Sempre tive milhões de blogs e fui muito fã deles. Obviamente que, quando pequena, a minha ideia era ser famosa no mundo online e, como não trabalhava e apenas tinha que ir à escola, passava horas e horas mudando o template e comentando em sites alheios para me tornar conhecida e ter sempre um comentário novo nos meus posts.

Hoje, as coisas mudaram. Depois de quatro anos de Jornalismo na PUC-SP, percebi que determinados blogs passaram a ser tão importantes quanto os veículos de comunicação mais conceituados do país. Em alguns casos, inclusive, tornaram-se muito mais importantes do que determinado jornal ou programa de televisão.

O que acontece, na realidade, é que o público deixou de acreditar na grande mídia, simples assim. Sei que é forte fazer uma afirmação dessas, mas a minha geração, pelo menos, e as que vieram depois de mim, percebeu que a publicidade em torno de programas e sites é, frequentemente, muito mais importante do que a veracidade das informações que eles transmitem. 

Por que os blogs de beleza, atualmente, estão tão conceituados? Porque, simplesmente, o público enxerga estes blogueiros como alguém normal. Não os coloca em um pedestal e, além disso, confia em suas opiniões. Falo isso por experiência própria: quando vou comprar um produto novo, sempre procuro resenhas sobre ele em blogs e não em sites famosos. Para mim, e sei que para dezenas de pessoas, a opinião de um blogueiro é muito mais confiável do que a de um site lotado de publicidade.

Mesmo assim, é necessário tomar cuidado, pois há muito blogueiro por aí se fantasiando de bonzinho quando, na verdade, está mais interessado nos lucros e jabás que ganha com seu trabalho. Todos sabemos que as marcas, hoje, já perceberam o grande mercado que podem abocanhar ao fazer parcerias com determinados blogs. E alguns blogueiros se aproveitaram de sua fama para criar suas próprias lojas online com preços exorbitantes. No entanto, muitos ainda continuam sendo honestos e atenciosos com seus leitores, que enxergam neles uma oportunidade de fugir da opinião massificada da grande mídia. É questão de saber escolher.

Extra: 

a quem interessar, alguns blogs que eu gosto muito e nunca me decepcionaram no quesito confiabilidade.

Pausa para Feminices - www.pausaparafeminices.com
Sem Paletó - www.sempaleto.com.br
Passando Blush - www.passandoblush.com.br
Niina Secrets - www.niinasecrets.com.br
Just Lia - www.justlia.com.br
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