18 de julho de 2014

Demorei, mas finalmente li Cidade das Cinzas!

Quase há um ano, eu escrevi aqui que havia lido Cidade dos Ossos, o primeiro livro da série Os Instrumentos Mortais. Somente essa semana, no entanto, consegui ler Cidade das Cinzas, a continuação. Vocês já leram?

Não sei quanto podemos mudar nesse tempo que passou, mas o fato é que, embora eu tenha adorado Cidade dos Ossos ano passado, não consegui amar tanto Cidade das Cinzas. Não que o livro não seja bom, não é isso. O que aconteceu foi que, para mim, esse segundo livro não revelou tanta coisa e, além disso, tornou-se até mesmo monótono em algumas partes.


Depois que Clary descobriu que na verdade era uma Caçadora das Sombras, sua vida mudou completamente. A partir daquele momento, ela passou a enxergar cada pedacinho de escuridão presente na cidade de Nova Iorque e aprendeu a desconfiar de tudo o que via. Ao mesmo tempo em que tentava descobrir um jeito de acordar a sua mãe no hospital, ela tentou conter todos os sentimentos que sentia por Jace - que descobrira ser, na realidade, o seu irmão -, além de também tentar descobrir os planos de Valentim para impedi-lo.

Cidade das Cinzas, dessa maneira, tinha tudo para ter muito mais ação do que o anterior, que teve que apresentar para o leitor a origem dos Caçadores de Sombras, bem como explicar a presença de demônios, vampiros e lobisomens em Nova Iorque. No entanto, não foi o que aconteceu. Esse novo livro é mais monótono e algumas vezes parece ficar patinando no mesmo lugar, sem evoluir.

É claro que não foi isso que me fez desistir de ler a série toda. Eu vou continuar a lê-la, mesmo que, comparado com outros livros de fantasia, Instrumentos Mortais esteja longe de ter o melhor enredo e os melhores personagens. É apenas uma ótima distração para o longo caminho até o trabalho!

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Também contei aqui como havia sido assistir ao filme Cidade dos Ossos no cinema. Não gostei muito, mas aparentemente, apesar da baixa audiência, foi dado sinal verde para a segunda parte da história ser gravada. Vamos aguardar! (E esperar que seja melhor que o primeiro filme, é claro.)


17 de julho de 2014

Morte Súbita: um lado de Rowling que a gente ainda não conhecia!

A J. K. Rowling é, sem dúvida, uma das maiores escritoras do nosso tempo. Não por ter criado Harry Potter, embora eu ame a série, mas sim porque possui uma das narrativas mais deliciosas que eu já li. Desde que a história bruxo chegou ao fim, me senti órfã de uma autora que através de palavras simples conseguia me transportar do mundo real.

Há algum tempo, tive a oportunidade de ler Morte Súbita, um dos romances mais recentes dela. E, mesmo sabendo que o enredo não possuía qualquer coisa de fantasia, acabei me impressionando com o grau de maturidade que apresentou.

Morte Súbita conta a história da pequena cidade de Pagford que, após a morte inesperada de Barry FairBrother, uma das pessoas mais influentes do local, fica completamente em choque. Ninguém sabe o que vai acontecer com o conselho da cidade, nem o que será dos ideais que FairBrother defendia. Aos poucos, então, vamos conhecendo cada habitante da cidade junto com seus medos, seus receios e seus desejos.


Embora pareça uma narrativa simples, J. K. Rowling se supera nesse livro, fazendo com que apenas uma briga política de um vilarejo se torne algo muito mais grandioso. Através de Pagford, ela recria a nossa sociedade expondo os defeitos e segredos de cada cidadão.

Mas não se engane e ache que, por ser a criadora de Harry Potter, Rowling pegou leve com as descrições. Confesso que logo de cara fiquei um pouco chocada com a riqueza de detalhes de algumas situações. Aos poucos, no entanto, fui me situando e me apaixonando pelos personagens – que, aliás, estão longe de ser perfeitos.

O que me incomodou em Morte Súbita, contudo, foi que não houve um desfecho para a história. Conversando com outras pessoas que leram o mesmo livro, inclusive, fiquei com a sensação de que daria para fazer um outro livro facilmente. Acho, na realidade, que o objetivo da autora era esse mesmo: pegar um fato incomum e, através dele, expor a parte escondida de uma cidade que, de primeiro momento, aparenta ser perfeita.

De qualquer maneira, se você é um fã declarado de J. K. Rowling, assim como eu, recomendo muito que leia Morte Súbita, especialmente porque mostra um lado da autora que a maioria de nós não conhecia!

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Falando em Morte Súbita, recentemente foi confirmado que a história será adaptada para uma série de televisão ainda esse ano. O seriado terá duração total de três horas e será produzida pelos canais HBO. Mal posso esperar para ver! Mas leiam o livro antes, hein? ;)

The Guardian

16 de julho de 2014

Cheio de Charme, de Marian Keyes, é muito mais do que um livro de romance!

Quanta coisa acontece em seis meses, não é? Faz tanto tempo que eu não posto aqui que tenho milhões de novidades para contar. A mais importante delas, no entanto, eu só vou revelar daqui a um tempinho! ;)

Como havia prometido para mim mesma, em 2014 estou lendo muito mais do que estava antes! E, nesse tempo que passou, li inúmeros livros: a continuação de Divergente – que eu não recomendo porque odiei o final, Morte Súbita da J. K. Rowling, Lembra de mim? da Sophie Kinsella, Bling Ring, As Vantagens de Ser Invisível, Quem É Você, Alasca? do John Green... Então, caso vocês queiram a resenha de algum deles, é só falar!

O último livro que li foi Cheio de Charme, da Marian Keyes, a mesma autora de Sushi e Melancia. A história, como tantas outras dela, fala sobre a superação de problemas que, embora algumas pessoas não conheçam ou nunca tenham presenciado, existem e afetam muitos por aí. No caso do livro, não vou falar qual problema é esse, porque ele vai sendo explicado ao longo do enredo, no entanto, já adianto: é um pouco incômodo aceitar que algumas pessoas passam por isso sem agir – o que não significa que a gente não saiba que existam essas pessoas. O problema é que “vivenciar” tal problema, mesmo que através da leitura, torna tudo muito mais real e impressionante.


Cheio de Charme é escrito através do ponto de vista de três mulheres principais, Lola, Grace e Marnie, que possuem uma semelhança: a presença, em alguma parte de suas vidas, de Paddy, um famoso e mulherengo político. E, talvez pela história ter sido contada de forma fragmentada, além do fato de que ela possui quase 800 páginas, eu demorei bastante para terminá-la.

Tudo começa com Lola descobrindo que seu namorado, o político Paddy, está prestes a se casar... Com outra! Então, depois de muito correr atrás dele, ela resolve tirar merecidas férias em uma cabana no interior. Aos poucos, então, Grace aparece na sua vida e, através dela, conhecemos também Marnie, que se relacionou com Paddy no passado.

O livro, embora denso e bastante longo, é bem legal! A narrativa é fluida, de modo que eu conseguia ler mais de 100 páginas por dia facilmente, no entanto o final deixou um pouco a desejar. Não vou contar o que acontece, é claro, mas eu não sou muito fã de histórias que não concluem suas tramas – como foi o caso de Morte Súbita também, por exemplo –, então acho que mais algo deveria ter acontecido.

De qualquer maneira, Marian Keyes, através de Cheio de Charme, aborda um assunto que grande parte da população simplesmente finge que não acontece e, com sua narrativa leve, acaba levando o leitor a uma parte dos relacionamentos que às vezes a gente deixa escondido. Não se deixe assustar pelas numerosas páginas, nem pela história um pouco sem sal no início, viu? Vale a pena!

9 de abril de 2014

Eu gosto do poder que os livros têm em me tirar da realidade. Em me levar para um mundo totalmente novo e completamente diferente daquele em que eu vivo.

Eu gosto de saber que, pelo menos em histórias inventadas, o bem vence o mal. Que aqueles que são ruins geralmente recebem de volta aquilo que fizeram.

Pode parecer inocente ou até mesmo infantil, mas a sensação de não pertencer a esse mundo, quando eu leio, me faz querer devorar páginas e páginas, uma atrás da outra, repetidamente.

Até que ponto esse mundo significa apenas o Brasil ou a sociedade como um todo, incluindo seus valores, esperanças e desejos, eu não sei. O que acontece, no entanto, é que ler me transporta daqui e me faz crer, nem que seja por um momento, que a vida é mais do que isso. Sabe?


1 de abril de 2014

"Divergente" tem tudo pra ser uma das minhas séries favoritas!

2014 começou como um ano de muitos planos e alguns deles daqui a pouco vão se concretizar. Uma das minhas maiores metas, inclusive, foi ler ainda mais do que eu leio. E eu estou conseguindo manter isso muito bem. Abril mal começou e eu já li seis livros esse ano, além de ter deixado Morte Súbita, da J. K. Rowling, de lado por um tempo até eu me interessar realmente pela história.

Hoje, quis vir escrever sobre Divergente, da Veronica Roth, que é um livro que eu queria ler há muito tempo e finalmente consegui. Ganhei semana passada e acredito ter lido as 500 páginas em cerca de três dias. Eu realmente leio rápido, mas dessa vez me superei e não foi só porque a leitura é relativamente fácil. Foi porque a história é demais!



O que mais me atraiu nessa trilogia (já comprei os dois próximos volumes, inclusive, e mal vejo a hora de chegar ) foi a sua semelhança com Jogos Vorazes. Quem me conhece sabe que eu amei a história criada por Suzanne Collins, então também fiquei com muita vontade de ler Divergente, embora não soubesse que era tão bom.

Divergente conta a história de Beatrice Prior, uma menina que vive em uma Chicago futurística dividida em cinco facções: Abnegação, Amizade, Audácia, Franqueza e Erudição. Como todos os adolescentes, ela, quando completa 16 anos, precisa passar por um teste para decidir se permanece em sua facção - no caso, a Abnegação - ou se muda para outra. Acontece que quando a menina passa pelo teste descobre que, na verdade, é o que chamam de Divergente e não recebe um resultado conclusivo. Tem, então, que escolher a facção por sua conta e correr os riscos que a esperam praticamente sozinha.


De fato, é muito grande a semelhança entre essa trilogia e Jogos Vorazes. E eu ainda não decidi qual delas é a minha preferida, porque ainda não acabei de ler Divergente... No entanto, a leitura desse primeiro livro foi tão intensa pra mim que eu não duvido nada que os próximos volumes acabem fazendo eu me apaixonar ainda mais pela Tris e o Quatro, é claro. Recomendo muito! E, aliás, recomendo que vocês leiam antes do filme estrear, em 17 de abril. Mal vejo a hora!
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