16 de julho de 2015

O Torreão é um livro pra quem gosta de histórias lineares e muito descritivas

Lembra que ontem falei aqui no blog que você não precisa gostar de tudo o que é bom, assim como também não precisa sempre odiar aquilo que é ruim? Então. Há algum tempo acabei de ler um livro chamado O Torreão, da Jennifer Egan, uma autora que todo mundo fala bem e adora, mas simplesmente não gostei. Tudo bem, talvez falar que eu não gostei do livro seja um pouco forte, porque de fato ele possui momentos muito bons, mas nos 70% iniciais eu cogitei várias vezes parar de lê-lo, simplesmente porque a história não estava fluindo do jeito que eu esperava.


O Torreão me chamou a atenção por dois motivos: um, pela autora. De verdade, já perdi as contas de quantas vezes ouvi outras pessoas falando que ela é incrível. Dois, pelo enredo em si. Lendo a sinopse, imaginei um livro de mistério, o que não se tornou bem o caso. Olha só:

"Na Europa Oriental, um misterioso castelo resistiu a centenas de anos, apoiado no orgulho e na tradição de uma família. Até que Danny, um cínico nova-iorquino de trinta e seis anos que raramente vai a algum lugar que não tenha conexão wi-fi, chega para ajudar seu enigmático primo a reformar o castelo e a transformá-lo em um hotel de luxo. Mas as coisas começaram a ficar estranhas. Uma baronesa sinistra, um trágico acidente em uma piscina mal-assombrada, um traiçoeiro labirinto subterrâneo... Quando o pânico toma conta de Danny, ele descobre que a “realidade” pode ser algo em que ele não consegue mais acreditar."

Não parece mesmo que o castelo esconde algo algum mistério não resolvido? Isso, no entanto, não é bem o que acontece ao longo da história. Aos poucos, vamos sabendo um pouco mais da vida de Danny e de seu passado com seu primo, ao mesmo tempo em que também conhecemos o seu presente e a sua relação com o castelo em que ele passou a morar.


O maior problema de O Torreão, para mim, foi entregar algo que não é o mostrado na sinopse. A história é muito bem escrita e a narrativa, sem dúvida, foi o que mais me chamou a atenção. Isso porque, de uma maneira muito atraente, a autora consegue expor diversos olhares sobre o mesmo momento e também é capaz de conduzir duas realidades paralelas sem se confundir - exceto quando faz isso de propósito. 

É aquele tipo de livro linear, sem grandes acontecimentos, e o final só surpreende por causa de uma grande sacada de Jennifer Egan. Talvez isso, por si só, já valha a pena, mas embora seja um livro muito bem escrito e com uma história bastante criativa, não faz o meu estilo e eu só achei "bom".

15 de julho de 2015

A gente não precisa gostar de tudo o que é bom, nem odiar tudo o que é ruim

Muita gente estranha quando eu dou minha opinião sobre algum livro, filme ou banda e falo que não gostei, mas admito que é bom. Isso acontece porque a maioria das pessoas realmente acredita que se é algo é bom, obrigatoriamente é preciso gostar dele e que, se algo é ruim, a gente automaticamente precisa não gostar.

Ficou confuso? Então veja só: eu admito que Nirvana ou Beatles, por exemplo, eram ótimas bandas. E acho que eles merecem, mesmo, todo o sucesso que possuem até hoje. Mas eu não gosto. E isso não significa, em nenhum momento, que eles são ruins. Ao contrário: apenas não me agradam, simples assim.

eu quando gosto de algo
Falar que algo é ruim, por sua vez, é um pouco mais complexo, justamente por causa daquela velha história: cada um tem seu gosto específico e a gente normalmente fica ofendido quando ouve que uma banda ou um livro que a gente ama é ruim - mesmo que, às vezes, a gente saiba que eles são ruins mesmo. Bom gosto, por isso, é relativo. E isso é algo incrível, porque se todo mundo tivesse os mesmos gostos e fosse apaixonado pelas mesmas coisas, o mundo seria booooring.

Há também algumas bandas, livros, autores ou seriados que, por unanimidade, são considerados bons. Talvez eles tenham conseguido, de alguma maneira, agradar a maior parte da humanidade, mas eu particularmente acho que o hype em torno deles acaba sendo tão grande que a gente fica com receio de ir contra a maré e falar: não gostei. Game of Thrones, Breaking Bad, os próprios Beatles ou, sei lá, brigadeiro e bacon - quantas pessoas você já ouviu falando que não gostam? Ou, pior: que são ruins?

eu quando não gosto de algo
É complicado dar sua opinião justamente por causa disso. A gente nunca sabe quando vai agradar ou não alguém. Mesmo assim, continuo achando que existem coisas boas que eu não gosto, assim como existem coisas ruim que eu amo - e não tenho vergonha nenhuma de assumir. E você, o que acha? :)

14 de julho de 2015

Kingsman: o filme pra quem adora agentes secretos!

Confesso que quando meu namorado começou a falar pra gente assistir a Kingsman: Serviço Secreto, eu não quis. Mas foi por puro preconceito mesmo, já que eu nunca nem tinha visto o trailer. Ele havia ouvido de alguns amigos que era um filme incrível e, depois de muito insistir, uma bela tarde resolvemos ver - mas não antes de eu ver o trailer e me dar por convencida de que o filme era realmente bom.


Kingsman: Serviço Secreto conta a história de uma organização super-secreta de espionagem localizada na Inglaterra, que existe há muito tempo. Eggsy (Taron Egerton) é um jovem com sérios problemas na justiça que está prestes a se tornar um criminoso. Um dia, no entanto, sua vida se cruza com a vida de Harry (Colin Firth), um kingsman, que o indica para substituir outro membro da equipe que foi morto. A partir daí, Eggsy se une a um time de recrutas que precisa passar por várias provas a fim de se tornar o novo kingsman, enquanto Harry tenta impedir a ascensão do vilão Valentine (Samuel L. Jackson), um gênio da tecnologia que quer controlar o mundo.


Falando assim, parece uma história meio maluca, né? Pois é mesmo! :P Kingsman: Serviço Secreto é aquele tipo de filme pra gente ver sem pretensão nenhuma, mas depois amar. Com um elenco muito bom, as cenas lembram um pouco os filmes de Tarantino, com excesso de sangue, violência e tudo mais. Além disso, a história está recheada de cenas de humor e referências a outros filmes de agentes secretos. 


Aliás, é isso mesmo o que Kingsman: Serviço Secreto é: uma homenagem a todos os filmes de agentes secretos que já vimos por aí, mas com um enredo um pouco mais leve do que os que estamos acostumados. O filme é uma adaptação da série de quadrinhos criada por Mark Millar e Dave Gibbons e isso, por si só, talvez já seja um bom motivo para você vê-lo, já que Kick-Ass, do mesmo autor, também já foi adaptado para os cinemas e todo mundo amou.

12 de julho de 2015

O novo filme dos Minions é muito engraçadinho!

Não sei o que houve que há alguns dias surgiu um movimento anti-Minions na internet. Sério, gente? Tanta coisa pra vocês serem contra e vocês começam a odiar um bando de ser amarelo engraçadinho?! Não compreendo mesmo essa gente. Minions são fofinhos, falam engraçado, são atrapalhados e ainda são obcecados por bananas. Como não amar?


Quinta-feira fui ao cinema ver o novo filme desses seres amarelinhos e, mesmo com esse movimento doido aí, a sala estava bem lotada. Como já era bem tarde, depois das 22h, e o filme era legendado, demos sorte porque quase não havia crianças na sessão. Foi um bom filme para distrair a mente e dar algumas risadas, sabe? Não se tornou o meu favorito, mas foi aquele tipo de cinema que faz a gente sair mais leve da sala.



Minions conta pra gente como os minions existem no mundo há muito, muito tempo. E como eles, desde a pré-história, estão em busca de um vilão para seguir, mas sempre estragam tudo. Percebendo que sempre causam problemas, os minions resolvem se isolar do mundo em uma caverna na Antártida. Mas, em algum momento da década de 1960, quando eles estão cansados de não ter um propósito na vida, três deles, Kevin, Stuart e Bob, partem em busca do vilão mais malvado do mundo para seguir. 


Como vocês podem perceber, a história de Minions não é muito elaborada e, para falar a verdade, o filme possui pouquíssimas falas, já que são poucos os seres humanos no enredo. De qualquer maneira, é um filme bem engraçadinho, que te arranca boas risadas, e ainda apresenta novos personagens bastante esquisitos. Se você gosta dos minions desde a época de Meu Malvado Favorito, digo: vá ver o filme novo! Certamente você vai gostar e sair da sala do cinema mais feliz. :)

11 de julho de 2015

Receita fácil de fazer: pudim de leite condensado

Desde que eu descobri que não sou uma completa negação na cozinha, eu e meu namorado temos nos aventurado bastante fazendo doces. O primeiro deles foi o brownie de Nutella, que se vocês ainda não fizeram deveriam fazer e, semana passada, fizemos as rabanadas de Nutella que, embora sejam um pouco mais complicadinhas do que o brownie, também valem muito a pena. 

Ontem eu nem tinha me planejado de fazer nenhum doce e estava com vontade de brigadeiro, mas dando uma olhada no que tinha no armário (vazio), percebi que não tinha chocolate em pó em casa, só leite condensado, e tive a brilhante ideia de fazer um pudim de leite. Minha mãe sempre faz pudim de leite, porque meu pai adora esse doce, então nada mais justo do que eu tentar fazê-lo também, não é? Procurei uma receita na internet e de noite comecei a cozinhar.


Ingredientes:

1 xícara de chá de açúcar
3 ovos
1 lata de leite condensado
200 ml de leite

Eu nem imaginava que fazer pudim de leite levava tão poucos ingredientes. Essa sim é uma receita que você pode fazer quando der vontade, porque muito provavelmente sempre vai ter tudo o que precisa em casa! E acredite quando eu digo: é muito fácil. Ainda mais quando a receita é tão simples quanto essa que eu fiz: você só precisa de um liquidificador e uma forma de pudim.


Comece colocando o açúcar na forma e levando ela ao fogo para fazer a calda. Aqui, vai de cada um. Há quem não coloque água quente no açúcar e há quem coloque. Eu deixei a forma no fogo por algum tempo e, quando o açúcar estava quase totalmente derretido, adicionei um pouco de água fervente e mexi até ficar uma calda homogênea.


Depois disso, deixe a forma descansando e esfriando, enquanto você bate o restante dos ingredientes no liquidificador. Não se esqueça de abrir os ovos em outro recipiente pra não acabar perdendo a receita por um ovo estragado hein! Então, quando a forma estiver mais fria, coloque a mistura do pudim de leite sobre a calda e leve ao forno pré-aquecido em banho-maria: coloque a forma do pudim sobre outra, maior, e adicione água quente. 


Eu deixei no forno por uma hora e 20 minutos, mais ou menos, mas depende muito de cada um. Quando você vir que o pudim de leite está ficando dourado, pode tirar! Então é só deixar na geladeira e desenformar quando estiver gelado. :) Uma delícia!
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