22 de julho de 2015

A Maldição do Tigre: um livro diferente de tudo o que a gente está acostumado!

Quem me conhece sabe: eu sou fascinada por livros de ficção. De futuros distópicos, como Jogos Vorazes e Divergente, a fantasia pura, como Harry Potter ou Instrumentos Mortais, eu adoro histórias que me tirem desse mundo doido em que a gente vive. Pensando nisso, então, um dos primeiros livros que comprei no Kindle foi A Maldição do Tigre, que eu sempre ouvia muita gente falando bem e nunca tive a oportunidade de ler - até semana passada.


A Maldição do Tigre conta a história de Kelsey Hayes, uma adolescente que perdeu os pais e, por isso, precisa arranjar um emprego temporário para pagar a faculdade. Um belo dia, ela vai a uma agência de empregos, onde a mulher diz que ela é perfeita para um emprego de cuidadora de animais no circo da região. Kelsey, então, muda-se para o circo, onde descobre uma profunda ligação com um tigre branco que é a principal atração de lá. Aos poucos, ela e o animal se aproximam e, após receber a proposta de ajudar o tigre a ser transportado de volta para a Índia, Kelsey descobre que, na verdade, o animal é um príncipe indiano que foi amaldiçoado e vive no corpo da fera há séculos. Ela, então, parte em uma aventura para tentar quebrar a maldição e fazer com que Ren, o tigre, volte a ser quem ele realmente é.

Confesso que demorei um pouco para realmente amar A Maldição do Tigre. No início, o livro é um pouco lento e, por ter sua história introduzida aos poucos e ainda em primeira pessoa, me incomodava um pouco lê-lo por muito tempo. No entanto, acabei o livro ontem e estou me contendo para já não comprar a continuação. Quem me segue no Snapchatcalordello, vai lá!), sabe que comecei a ler Maldita, do Chuck Palahniuk ontem mesmo, então me proibi de comprar qualquer livro novo no Kindle até acabar esse, que foi emprestado.

não consegui encontrar o autor dessa imagem! se vocês souberem, me avisam?

O que mais me fascinou em A Maldição do Tigre é que, embora Kelsey seja uma menina norte-americana, ela foi inserida em um país que a gente não tem muito contato. Então, aos poucos, ouvimos histórias indianas, fábulas desse país e aprendemos, mesmo que seja bem pouco, sobre os costumes da Índia, que raramente são retratados em grandes publicações. Foi uma experiência muito legal ouvir falar de religiões e culturas que não são tão comuns por aqui.

A Maldição do Tigre, assim, é o livro perfeito para quem está buscando uma história leve e muito divertida, mas que fuja um pouco daquilo que estamos acostumados a ler. Os personagens são carismáticos, especialmente Ren ♥, o enredo é incrível e consegue nos transportar para um mundo onde príncipes são realmente transformados em tigres e vagam pelo planeta há muito tempo. É um livro que eu vou recomendar para quem me perguntar, pois me conquistou de uma maneira que há muito um livro não conquistava. Leiam, porque vocês não vão se arrepender! 

Ah! E leiam logo, porque boatos de que o primeiro filme da saga vai ser lançado em 2016. Mal posso esperar!

20 de julho de 2015

Stanley Park: o melhor parque de Vancouver!

Se tem uma coisa que os vancouverites - ou as pessoas que moram em Vancouver - são, essa coisa é: saudáveis! Lá, não tem tempo feio: mesmo que esteja frio, chovendo ou nevando, todo mundo pratica muitos esportes, faz muitas trilhas e come muitas coisas saudáveis, embora tenham diversas guloseimas gordas à disposição pra quem quiser e estiver com vontade. Por isso mesmo, Vancouver é uma cidade lotada de parques e praças, de modo que em qualquer momento do dia você pode dar uma descansada na grama ou perto do mar.


Um dos parques mais famoso de Vancouver, se não o mais famoso, é o Stanley Park. Segundo o Trip Advisor, o Stanley Park é o melhor parque do mundo e vou te falar uma coisa: com razão. O parque está localizado razoavelmente perto do centro de Vancouver e você faz o trajeto de ônibus bem rapidinho. Além disso, é gigantesco, com mais de 400 hectares, e possui uma ciclovia que permite que você visite o parque todo admirando o mar e a paisagem.


Um dos locais mais famosos do Stanley Park são os totem poles. Ao longo das décadas, foram sendo encontrados diversos totens de indígenas espalhados pelo lugar onde hoje em dia é o parque e algumas réplicas estão expostas lá para quem quiser ver. Os originais, é claro, estão em museus canadenses. Além de gigantescos, estes totens são coloridos e atraem turistas de todo o mundo querendo saber um pouquinho mais da história do país.


Vale lembrar que o Stanley Park possui, além dos totens, 3.500 roseiras, 22 monumentos históricos e três praias. Ou seja: é preciso tempo para visitá-lo. Mesmo assim, caso você não vá ficar em Vancouver por muito tempo, é muito válido fazer um passeio no parque, mesmo que por poucas horas. Afinal, é uma daquelas atrações que todo mundo precisa ir, mesmo que seja para dar uma voltinha de bicicleta, que você pode alugar, sentar na grama para fazer um piquenique ou visitar o Vancouver Aquarium, que daqui a uns dias conto pra vocês como é. ;)

17 de julho de 2015

Coisas bem legais para ser muito feliz

Acho que vocês já notaram o quanto eu amo livros, né? Esse é, sem dúvida, o assunto que eu mais falo aqui no blog. E, por isso, não há nada que me deixe mais feliz do que ganhar um exemplar novinho pra devorar! Livros me fazem viajar, esquecer dos problemas e, de quebra, ainda me levam para um mundo totalmente novo pra eu explorar. Nessa quarta-feira, uma pessoa muito querida me presentou com um livro e deixou o meu dia muito mais feliz! Mas, dessa vez, foi um livro diferente e muito fofo, chamado Coisas Bem Legais Para Ser Muito Feliz.



Eu não sei se este livro é famoso, mas eu não o conhecia. Coisas Bem Legais Para Ser Muito Feliz é do Mr. Wonderful e, como o próprio nome diz, dá dicas para você levar uma vida mais alegre e leve. Antes que vocês me perguntem, não é um livro de auto-ajuda, não. Ele apenas mostra pra gente como tem coisa boa por aí que às vezes a gente esquece de perceber por estar tão preocupado com tarefas ou com os problemas do dia a dia.

Dando uma vasculhada na internet, descobri que, por trás de Mr. Wonderful, estão Angela Cabal e Javier Aracil, ambos de Barcelona. Os dois, que são casados, vêm do mundo da publicidade e do design e, justamente por isso, o livro é tão tão tão fofo! Depois de anos trabalhando em agências de publicidade (been there), eles decidiram que queriam algo diferente para suas vidas e, por isso, criaram o Mr. Wonderful, um estúdio gráfico pra gente que não é chata. :)

Dá uma olhadinha em cada coisa fofa e colorida que tem em Coisas Bem Legais Para Ser Muito Feliz, ó:

todas as páginas são assim: bem diagramadas, fofas e coloridas!
e não é verdade?




sim, isso são adesivos! 
Demais, né? O livro é perfeito pra você abstrair durante um dia cheio ou dar uma risada quando todo o resto parecer muito ruim. Eu simplesmente amei!

16 de julho de 2015

O Torreão é um livro pra quem gosta de histórias lineares e muito descritivas

Lembra que ontem falei aqui no blog que você não precisa gostar de tudo o que é bom, assim como também não precisa sempre odiar aquilo que é ruim? Então. Há algum tempo acabei de ler um livro chamado O Torreão, da Jennifer Egan, uma autora que todo mundo fala bem e adora, mas simplesmente não gostei. Tudo bem, talvez falar que eu não gostei do livro seja um pouco forte, porque de fato ele possui momentos muito bons, mas nos 70% iniciais eu cogitei várias vezes parar de lê-lo, simplesmente porque a história não estava fluindo do jeito que eu esperava.


O Torreão me chamou a atenção por dois motivos: um, pela autora. De verdade, já perdi as contas de quantas vezes ouvi outras pessoas falando que ela é incrível. Dois, pelo enredo em si. Lendo a sinopse, imaginei um livro de mistério, o que não se tornou bem o caso. Olha só:

"Na Europa Oriental, um misterioso castelo resistiu a centenas de anos, apoiado no orgulho e na tradição de uma família. Até que Danny, um cínico nova-iorquino de trinta e seis anos que raramente vai a algum lugar que não tenha conexão wi-fi, chega para ajudar seu enigmático primo a reformar o castelo e a transformá-lo em um hotel de luxo. Mas as coisas começaram a ficar estranhas. Uma baronesa sinistra, um trágico acidente em uma piscina mal-assombrada, um traiçoeiro labirinto subterrâneo... Quando o pânico toma conta de Danny, ele descobre que a “realidade” pode ser algo em que ele não consegue mais acreditar."

Não parece mesmo que o castelo esconde algo algum mistério não resolvido? Isso, no entanto, não é bem o que acontece ao longo da história. Aos poucos, vamos sabendo um pouco mais da vida de Danny e de seu passado com seu primo, ao mesmo tempo em que também conhecemos o seu presente e a sua relação com o castelo em que ele passou a morar.


O maior problema de O Torreão, para mim, foi entregar algo que não é o mostrado na sinopse. A história é muito bem escrita e a narrativa, sem dúvida, foi o que mais me chamou a atenção. Isso porque, de uma maneira muito atraente, a autora consegue expor diversos olhares sobre o mesmo momento e também é capaz de conduzir duas realidades paralelas sem se confundir - exceto quando faz isso de propósito. 

É aquele tipo de livro linear, sem grandes acontecimentos, e o final só surpreende por causa de uma grande sacada de Jennifer Egan. Talvez isso, por si só, já valha a pena, mas embora seja um livro muito bem escrito e com uma história bastante criativa, não faz o meu estilo e eu só achei "bom".

15 de julho de 2015

A gente não precisa gostar de tudo o que é bom, nem odiar tudo o que é ruim

Muita gente estranha quando eu dou minha opinião sobre algum livro, filme ou banda e falo que não gostei, mas admito que é bom. Isso acontece porque a maioria das pessoas realmente acredita que se é algo é bom, obrigatoriamente é preciso gostar dele e que, se algo é ruim, a gente automaticamente precisa não gostar.

Ficou confuso? Então veja só: eu admito que Nirvana ou Beatles, por exemplo, eram ótimas bandas. E acho que eles merecem, mesmo, todo o sucesso que possuem até hoje. Mas eu não gosto. E isso não significa, em nenhum momento, que eles são ruins. Ao contrário: apenas não me agradam, simples assim.

eu quando gosto de algo
Falar que algo é ruim, por sua vez, é um pouco mais complexo, justamente por causa daquela velha história: cada um tem seu gosto específico e a gente normalmente fica ofendido quando ouve que uma banda ou um livro que a gente ama é ruim - mesmo que, às vezes, a gente saiba que eles são ruins mesmo. Bom gosto, por isso, é relativo. E isso é algo incrível, porque se todo mundo tivesse os mesmos gostos e fosse apaixonado pelas mesmas coisas, o mundo seria booooring.

Há também algumas bandas, livros, autores ou seriados que, por unanimidade, são considerados bons. Talvez eles tenham conseguido, de alguma maneira, agradar a maior parte da humanidade, mas eu particularmente acho que o hype em torno deles acaba sendo tão grande que a gente fica com receio de ir contra a maré e falar: não gostei. Game of Thrones, Breaking Bad, os próprios Beatles ou, sei lá, brigadeiro e bacon - quantas pessoas você já ouviu falando que não gostam? Ou, pior: que são ruins?

eu quando não gosto de algo
É complicado dar sua opinião justamente por causa disso. A gente nunca sabe quando vai agradar ou não alguém. Mesmo assim, continuo achando que existem coisas boas que eu não gosto, assim como existem coisas ruim que eu amo - e não tenho vergonha nenhuma de assumir. E você, o que acha? :)
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