A história centra-se em Asia (Asia Crippa), uma menina de dois anos abandonada por sua mãe em um parque na Itália. Sozinha sentada em uma balança é encontrada por Patti (Patrizia Gerardi), artista de um circo local. Ao perceber que não há mais ninguém presente, ela decide levar a menina para casa temporariamente.
Em casa, Patti encontra um bilhete supostamente escrito pela mãe da pequenina. Segundo ela, precisa que alguém cuide de sua filha até ter condições de pegá-la de volta. Com o tempo, entretanto, Asia acostuma-se com a vida circense e cria verdadeiros laços familiares com os presentes no local.
Um desses laços é criado com Tairo (Tairo Caroli), um adolescente que mora no trailer ao lado do de Patti. Ao longo do filme, podemos perceber como ele e Asia tornam-se verdadeiros irmãos, enquanto Patti passa a ser realmente uma mãe para a menina.
A história do filme é boa, as atuações são fantásticas – inclusive a da menina que interpreta Asia. Entretanto, o problema é que o longa-metragem possui uma narrativa linear. Além de não ter clímax, o desfecho é razoavelmente confuso: Asia não volta para sua antiga casa e, ainda, não descobrimos quem é sua mãe e porque a abandonou. De fato, o que o filme mostra é a criação de uma nova vida para a menina, em meio a artistas de circo, animais e o carinho que antes ela não possuía.