10 de novembro de 2009

Uma nova vida para Asia


"A Pequenina" (La Pivellina, em italiano), dirigido por Tizza Covi e Rainer Frimmel, é um filme sem suspense, sem clímax e sem bonitas paisagens. O que encanta nele, então? A atuação, simplesmente.

A história centra-se em Asia (Asia Crippa), uma menina de dois anos abandonada por sua mãe em um parque na Itália. Sozinha sentada em uma balança é encontrada por Patti (Patrizia Gerardi), artista de um circo local. Ao perceber que não há mais ninguém presente, ela decide levar a menina para casa temporariamente.

Em casa, Patti encontra um bilhete supostamente escrito pela mãe da pequenina. Segundo ela, precisa que alguém cuide de sua filha até ter condições de pegá-la de volta. Com o tempo, entretanto, Asia acostuma-se com a vida circense e cria verdadeiros laços familiares com os presentes no local.

Um desses laços é criado com Tairo (Tairo Caroli), um adolescente que mora no trailer ao lado do de Patti. Ao longo do filme, podemos perceber como ele e Asia tornam-se verdadeiros irmãos, enquanto Patti passa a ser realmente uma mãe para a menina.

A história do filme é boa, as atuações são fantásticas – inclusive a da menina que interpreta Asia. Entretanto, o problema é que o longa-metragem possui uma narrativa linear. Além de não ter clímax, o desfecho é razoavelmente confuso: Asia não volta para sua antiga casa e, ainda, não descobrimos quem é sua mãe e porque a abandonou. De fato, o que o filme mostra é a criação de uma nova vida para a menina, em meio a artistas de circo, animais e o carinho que antes ela não possuía.

8 de novembro de 2009

Menina da Uniban é expulsa

"Ao expulsar a aluna que causou todo aquele escândalo nas suas dependências, a Uniban agiu exatamente como se esperava que agisse. Uma universidade com aquele perfil acadêmico, com aquele projeto pedagógico, com aquela produção científica, uma referência para os padrões nacionais e internacionais de excelência, não podia fazer de outra forma. Causa espanto que não tenha agido antes, eventualmente no próprio dia em que os fatos ocorreram. Agora, com a expulsão de Geisy Arruda e para que não fique nenhuma dúvida, o quadro fica completo: a universidade imprime a sua marca institucional no episódio.

Em tempo: circula na rede abaixo assinado nacional, subscrito por professores, estudantes, intelectuais e demais categorias profissionais, em repúdio à atitude da universidade. Os interessados podem acessar o documento aqui."

Fonte: J. S. Faro